Pernambuco, 25 de Outubro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Falsa filha de militar do Exército recebe pensão irregular e lucra R$ 4 MILHÕES com fraude

A farsa se estendeu por 33 anos, com início em 17 de outubro de 1988 até 31 de maio de 2022.

Gabriel Alves

10 de outubro de 2024 às 16:04   - Atualizado às 16:52

Mulher que fingia ser filha de militar e exército.

Mulher que fingia ser filha de militar e exército. Fotos: Reprodução. Edição: Portal de Prefeitura

Uma mulher de 55 anos foi condenada após passar 30 anos recebendo pensão do Exército de forma fraudulenta, após falsificar uma certidão de nascimento e se passar por filha de um militar brasileiro que lutou na 2ª Guerra Mundial. Durante esse período, ela recebeu cerca de R$ 4 milhões. A fraude foi descoberta após a insatisfação da idosa envolvida no esquema.

A Justiça Militar da União, em Campo Grande, condenou a mulher a três anos e três meses de reclusão e determinou a devolução dos valores à União. A defesa recorreu ao Superior Tribunal Militar (STM), que ainda não definiu uma data para julgamento.

Entre no nosso canal de transmissão no WhatsApp e receba as notícias do Portal de Prefeitura no seu celular

De acordo com o Ministério Público Militar, o golpe foi arquitetado pela irmã do militar, que, ao perceber que ele não tinha filhos, decidiu registrar a neta como filha do veterano, para garantir a continuidade da pensão. A mulher, que era na verdade sobrinha-neta do militar, passou a receber a pensão e dividir os valores com a avó. O esquema durou de 17 de outubro de 1988 até 31 de maio de 2022.

A fraude só foi descoberta em 2021, quando a idosa registrou uma queixa na Polícia Civil, insatisfeita com o valor que a neta repassava. Ela também denunciou o golpe ao Exército. A mulher confessou a falsificação dos documentos e foi acusada de estelionato. A avó faleceu antes da conclusão do inquérito.

Veja Também

No STM, o ministro relator, Odilson Sampaio Benzi, votou contra o recurso da defesa, enquanto o ministro Artur Vidigal de Oliveira pediu vistas, suspendendo temporariamente o julgamento.

Defesa da mulher

Ana Lucia, defendida pela Defensoria Pública da União (DPU), recorreu da condenação, alegando que não houve dolo, ou seja, intenção de cometer o crime. Segundo a CNN, o caso ainda aguarda julgamento no STM, com dois ministros já votando pela manutenção da condenação.

Procurada, a DPU disse que, desde setembro de 2022, "acompanha a assistida Ana Lucia Umbelina Galache de Souza, que responde a processo na Justiça Militar por crime contra o patrimônio e estelionato. Neste momento, o caso aguarda julgamento pelo Superior Tribunal Militar (STM). A DPU apresentou recurso de apelação em que alega ausência de dolo e falta de provas para a condenação. O ministro relator Odilson Sampaio Benzi negou provimento ao recurso de apelação, do qual pediu vista o ministro Artur Vidigal".

O Exército Brasileiro e o STM não se manifestaram até o momento.

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

13:05, 25 Out

Imagem Clima

30

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Idosa com dores no joelho.
Alerta

Osteoporose pode avançar sem sintomas e ser descoberta somente após uma fratura

Doença reduz a resistência dos ossos; alimentação equilibrada, exercícios e acompanhamento médico ajudam na prevenção.

Eleições 2026
Eleições 2026

Domingo de decisão: veja onde haverá disputa por presidente, governador e prefeito

A votação ocorre das 8h às 17h, pelo horário de Brasília, com ajustes nos locais que seguem fusos horários diferentes.

Justiça do Trabalho.
Decisão

Justiça proíbe rede de supermercados de praticar assédio eleitoral contra funcionários

Além disso, a empresa também deverá afixar a comunicação em locais de grande circulação de funcionários em seus estabelecimentos. Caso a empresa descumpra a decisão, há multa diária de R$ 500 mil.

mais notícias

+

Newsletter