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Ex-comandante da FAB diz que relatório do PL sobre urnas tinha erro técnico e não apontava fraude

Na última terça-feira (15), o ex-comandante da Força Aérea Brasileira, tenente-brigadeiro Carlos Baptista Júnior, prestou depoimento em Brasília.

Fernanda Diniz

17 de julho de 2025 às 17:51   - Atualizado às 18:42

Ex-comandante da FAAB.

Ex-comandante da FAAB. Foto: Divulgação

Na última terça-feira, 15 de julho, o ex-comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), tenente-brigadeiro Carlos Baptista Júnior, prestou depoimento em Brasília como testemunha em uma das investigações da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre suposta tentativa de golpe após as eleições de 2022.

Durante a audiência, Baptista afirmou que o relatório elaborado pelo Instituto Voto Legal (IVL), a pedido do Partido Liberal (PL), estava incorreto por causa de um erro técnico e não comprovava qualquer tipo de fraude nas urnas eletrônicas.

Segundo o brigadeiro, o documento foi entregue pessoalmente pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que o repassou para análise do Ministério da Defesa. O relatório foi encaminhado a um coronel da equipe técnica da pasta, com experiência em fiscalização eleitoral.

A apuração concluiu que as inconsistências identificadas no relatório se deviam a um erro de programação no aplicativo utilizado pelo IVL para processar os dados.

Apesar das falhas apontadas, o documento serviu de base para a disseminação de desinformação, conforme revelou o núcleo 4 da PGR, responsável por investigar o envolvimento de civis e militares na tentativa de subverter o resultado eleitoral.

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Baptista relatou ainda que entrou em contato com o presidente do IVL, Carlos Rocha, em novembro de 2022, para alertar sobre o problema. Durante a ligação, feita em viva-voz na presença de outros comandantes militares e do então ministro da Defesa, ele afirmou: “isso é um erro, não significa que é uma fraude. O problema é partir de um erro desse aplicativo e chegar à conclusão de que existe uma fraude, e não tem fraude.”

O ex-comandante disse que o relatório estava “mal escrito” e repleto de falhas técnicas. Segundo ele, Rocha não contestou as críticas nem chegou a mencionar a existência de fraude nas urnas.

Baptista afirmou também que o documento analisado era apenas um rascunho, sem assinatura. Já a versão final do relatório, apresentada publicamente pelo PL em uma live no dia 22 de novembro de 2022, nunca chegou às suas mãos.

 

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