Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Ricardo Stuckert/PR
As empresas estatais federais registraram um déficit recorde de R$ 6,3 bilhões entre janeiro e novembro de 2025, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira (30). O resultado é o pior da série histórica iniciada em 2009, considerando apenas as estatais fora dos grupos Petrobras e Eletrobras.
O número escancara o agravamento da situação financeira dessas empresas e marca uma virada negativa em relação a anos anteriores, quando o setor chegou a apresentar superávit expressivo.
O desempenho de 2025 chama atenção não apenas pelo tamanho do rombo, mas pela rápida deterioração das contas. Em igual período de 2024, o déficit havia sido de R$ 6 bilhões. Já em 2023, primeiro ano do atual governo, o saldo negativo foi de apenas R$ 343 milhões.
Em sentido oposto, 2022 terminou com superávit de R$ 4,5 bilhões, evidenciando uma mudança significativa no resultado fiscal das estatais federais em poucos anos.
| Ano | Resultado |
|---|---|
| 2022 | Superávit de R$ 4,5 bilhões |
| 2023 | Déficit de R$ 343 milhões |
| 2024 | Déficit de R$ 6 bilhões |
| 2025 | Déficit de R$ 6,3 bilhões |
O principal fator para o rombo recorde é a situação financeira dos Correios, que atravessam uma de suas maiores crises históricas. A estatal acumula prejuízos consecutivos desde 2022 e, até setembro de 2025, já havia registrado déficit de R$ 6,1 bilhões, valor próximo ao rombo total das estatais no período.
A empresa enfrenta dificuldades para manter suas operações e honrar compromissos básicos, como pagamentos a fornecedores, benefícios trabalhistas e tributos.
Na tentativa de reorganizar as finanças, a direção dos Correios anunciou recentemente a captação de R$ 12 bilhões junto a um consórcio de cinco bancos. No entanto, o montante não é suficiente para cobrir o plano de reestruturação financeira previsto para 2025 e 2026.
Segundo a própria estatal, ainda há uma lacuna de R$ 8 bilhões, que deverá ser preenchida por novos empréstimos ou por possíveis aportes públicos — alternativas que ainda não foram oficialmente definidas.
Como parte do plano de ajuste, os Correios ampliaram a meta do Programa de Demissão Voluntária (PDV). A expectativa agora é alcançar 15 mil adesões, sendo:
A direção da empresa estima que a redução do quadro gere uma economia de aproximadamente R$ 1,4 bilhão nos próximos anos.
O rombo recorde nas estatais federais reacende o debate sobre governança, sustentabilidade financeira e necessidade de reformas estruturais nessas empresas. O desempenho negativo pressiona o setor público, afeta a credibilidade fiscal e pode resultar em maior dependência de recursos do Tesouro Nacional.
Especialistas alertam que, sem mudanças profundas na gestão e no modelo operacional, o risco é de novos déficits expressivos nos próximos anos, ampliando o impacto sobre as contas públicas.
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