Fernando Haddad com Máscara de Lula Foto: Divulgação
O déficit das empresas estatais federais já soma R$ 6,35 bilhões até outubro de 2025, segundo dados do Banco Central, aproximando-se do recorde histórico do ano passado. O rombo parcial, impulsionado principalmente pelos Correios e pela Eletronuclear, já levou o governo a bloquear R$ 3 bilhões do orçamento deste mês.
O levantamento do BC considera 20 estatais, excluindo Petrobras, Eletrobras e bancos públicos, incluindo Correios, Emgepron, Hemobrás, Casa da Moeda, Infraero, Serpro, Dataprev e Emgea. O resultado negativo indica que os gastos das empresas superaram suas receitas, afetando as contas públicas e investimentos estratégicos.
Os Correios enfrentam grave crise financeira, com prejuízos acumulados que podem chegar a R$ 10 bilhões até o final do ano e estimativas de R$ 23 bilhões em 2026, se não houver intervenção. Apesar das perdas, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, descartou a privatização, destacando a importância do serviço postal nacional.
A empresa aprovou recentemente um plano de reestruturação com três eixos: recuperação financeira, consolidação do modelo e crescimento estratégico. Parte do plano prevê captar R$ 20 bilhões junto a consórcios de bancos para manter a liquidez e a operação nacional.
A Eletronuclear, responsável pelas usinas de Angra 1 e 2 e pela obra parada de Angra 3, solicitou aporte de R$ 1,4 bilhão ao Tesouro Nacional. Estudos indicam que concluir Angra 3 custaria cerca de R$ 24 bilhões, enquanto abandoná-la sairia entre R$ 22 e R$ 26 bilhões.
Além delas, outras estatais, como Casa da Moeda, Infraero e companhias docas de cinco estados, também apresentam sinais de necessidade de aportes, aumentando o desafio fiscal.
Segundo o Ministério da Gestão e Inovação (MGI), o déficit primário das estatais não reflete necessariamente prejuízo operacional. Das 20 estatais analisadas, 15 registram lucro em 2025, somando R$ 1,7 bilhão no primeiro semestre, enquanto cinco apresentam déficit e prejuízo simultaneamente, em grande parte devido a investimentos e pagamento de dividendos.
Considerando todas as estatais, incluindo Petrobras e bancos públicos, o faturamento somou R$ 655,3 bilhões, com lucro de R$ 92,4 bilhões, alta de 54,4% em relação ao mesmo período de 2024, reforçando a necessidade de analisar o contexto completo da saúde financeira das empresas públicas.
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Ao explicar a decisão, o ex-presidente do Moda Center destacou a proximidade com pautas defendidas pelo candidato e pelo Partido Novo.
O levantamento considera uma simulação de rejeição múltipla, na qual os entrevistados podem indicar mais de um candidato em quem não votariam de jeito nenhum.
Na avaliação do desempenho do presidente, 15% consideram o trabalho de Lula ótimo e 12%, bom. Outros 33% classificam como regular, enquanto 16% avaliam como ruim e 23%, péssimo.
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