Correios Foto: Reprodução/Internet
Mesmo em crise financeira, os Correios firmaram mais de R$ 19,5 milhões em contratos para apoiar a logística da COP30, realizada em Belém (PA).
Entre as empresas contratadas, a Latam assinou ao menos sete acordos, totalizando mais de R$ 1,3 milhão, para disponibilizar espaço nos porões de suas aeronaves ao transporte de cargas da operação logística do evento.
A Azul também firmou contrato semelhante, no valor de R$ 4,5 milhões. Já a Sideral Linhas Aéreas assinou dois contratos que somam R$ 7,9 milhões. Para serviços de logística, a Cargo Way Event foi contratada por R$ 7,5 milhões.
Os Correios ainda fecharam três contratos de hospedagem na Mirití Pousada, ao custo de R$ 22.399 cada, totalizando R$ 67.197.
A pressão por eficiência no setor de logística e entregas nunca foi tão intensa. A lógica é simples: quem transporta mais rápido e mais barato conquista o consumidor. Nas regiões mais rentáveis do país, essa empresa raramente é os Correios.
Com um histórico de má gestão e lentidão para inovar, a estatal enfrenta seu pior momento em décadas. No primeiro semestre de 2025, os Correios registraram prejuízo de R$ 4,4 bilhões, quase o dobro do resultado negativo de todo o ano de 2024, que foi de R$ 2,6 bilhões.
O rombo chama atenção porque ocorre em meio a um mercado em plena transformação, no qual empresas privadas como Mercado Livre, Amazon Logistics e transportadoras regionais têm dominado a logística de e-commerce no país.
Segundo dados do governo, os Correios respondem pela maior parte do déficit de R$ 18,5 bilhões registrado pelas estatais federais desde o início do terceiro mandato do presidente Lula número que não inclui Petrobras e bancos públicos. A situação reacende o debate sobre o papel das empresas estatais e a falta de eficiência administrativa sob controle político.
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