Considerado inimputável por incapacidade mental, Adélio tem sua situação reavaliada por meio de novos laudos elaborados por peritos contratados pela Defensoria Pública da União.
Adélio Bispo esfaqueou o então candidato a presidente Jair Bolsonaro em 2028. Fotos: Reprodução/ Redes Sociais
O laudo do exame psiquiátrico de Adélio Bispo, responsável pela facada contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), deve ser concluído ainda neste mês de dezembro. A avaliação poderá indicar se ele reúne condições para deixar o sistema prisional federal, embora uma eventual decisão sobre sua liberdade só deva ocorrer em 2026.
Adélio realizou o exame no início de novembro. Com o resultado, a Justiça analisará se o autor do atentado, preso desde 2018, apresenta condições de sair da custódia em que se encontra.
Considerado inimputável por incapacidade mental, Adélio tem sua situação reavaliada por meio de novos laudos elaborados por peritos contratados pela Defensoria Pública da União (DPU).
Para a elaboração dos pareceres, os especialistas utilizaram laudos médicos citados na sentença de 2019. Segundo a DPU, os documentos oficiais não foram digitalizados como forma de evitar riscos de vazamento de informações sensíveis.
O ataque aconteceu em 6 de setembro de 2018, durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG). Bolsonaro, à época filiado ao PSL, cumprimentava eleitores quando foi atingido no abdômen por um golpe de faca.
O agressor foi imediatamente contido por apoiadores e detido pela Polícia Federal (PF). Bolsonaro foi socorrido e submetido a uma cirurgia de emergência na Santa Casa de Juiz de Fora, permanecendo internado por semanas e passando por diversos procedimentos médicos posteriores.
Adélio Bispo, natural de Montes Claros (MG), foi denunciado por atentado pessoal por inconformismo político.
Durante as investigações, a Polícia Federal concluiu que ele agiu sozinho, sem vínculo com organizações ou mandantes. A perícia psiquiátrica determinada pela Justiça revelou que Adélio sofre de transtorno delirante persistente, quadro que o torna inimputável, ou seja, incapaz de responder penalmente pelos próprios atos.
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Os estudantes devem ficar atentos ao que levar para os locais de prova, uma vez que, por questões de segurança, uma série de itens são vetados.
As amostras utilizadas na análise foram coletadas entre os dias 3 e 5 de novembro e divulgadas pela Sudema, na sexta-feira (6).
Detidos foram localizados pela Polícia Civil em um estabelecimento no bairro do Mucuripe. Durante as investigações, também foram apreendidos dinheiro, celulares e outros materiais.
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