No áudio, a empresária tenta justificar a decisão, afirmando que não irá contratar pessoas LGBTQIAP+ porque seus clientes são de "famílias tradicionais"
Dona de clínica é investigada após áudio vazado: 'Se for homossexual, nem precisa mandar contato' Foto: Reprodução / Internet
A Polícia Civil do Paraná investiga a empresária Rosangela Silva Pinto por suspeita de homofobia. A denúncia surgiu após o vazamento de áudios em que a empresária tentava recrutar funcionários. Nos registros, Rosangela afirma que "se o candidato for homossexual, não precisa nem entrar em contato".
"Se quiser me indicar técnicos de enfermagem, homens, que não sejam homossexuais, que homossexual eu não admito na minha equipe, tá? Então assim: é somente homens, tá? E lésbicas também não, tá? Mulheres e homens profissionais da enfermagem, entende? Aí, se você souber de alguém que precisa, pode mandar meu contato. Agora, se for homossexual, nem precisa mandar contato, porque na equipe eu não admito, tá? Nem no home care e nem na clínica, tá bom. Mas homens sim, são bem-vindos."
No áudio, a empresária tenta justificar a decisão, afirmando que não irá contratar pessoas LGBTQIAP+ porque seus clientes são de "famílias tradicionais" e garante que "não é preconceito, e sim ética profissional".
Eu preciso de homens, técnicos de enfermagem ou cuidadores homens que não sejam homossexuais na minha equipe. Eu não vou contratar homossexuais porque as famílias são… famílias assim, tradicionais, né? Eles não estão habituados com a modernidade que a gente vê hoje em dia, né? Não é preconceito, é ética profissional, porque desde quando a pessoa faz, entre quatro paredes, o que tem vontade de fazer, isso daí desrespeita cada um. O problema é quando saem das quatro paredes para a sociedade, entendeu? E querem que a gente engula, que a gente aceite. Eu sou raiz, eu não tenho nada contra, mas na minha equipe não vai atuar, tá?"
No Brasil, a homofobia e a transfobia são consideradas crimes desde junho de 2019, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) equiparou atos de discriminação contra pessoas LGBTQIAP+ ao crime de racismo. A decisão criminaliza atitudes que promovam violência, preconceito ou exclusão por orientação sexual ou identidade de gênero, com pena de reclusão de um a três anos, além de multa, dependendo da gravidade. A medida busca proteger a população LGBTQIAP+, conscientizar a sociedade sobre a importância do respeito à diversidade e garantir que atos de discriminação e violência não fiquem impunes.
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A participação é aberta a candidatos de ambos os sexos. O edital estabelece que o interessado deve ter, no máximo, 28 anos até 30 de junho de 2027.
O anúncio foi feito nas redes sociais do presidente. Na publicação, Lula afirmou que conversará "diretamente com quem move este país todos os dias".
O recolhimento voluntário é uma medida preventiva que visa a imediata e eficiente retirada de lotes de produtos do mercado de consumo.
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