O mercado reagiu de forma imediata e intensa à medida anunciada na quarta-feira, 9 de julho, que estabelece o início da cobrança das novas alíquotas a partir de 1º de agosto.
Dólar. Foto: Reprodução/Internet
A cotação do dólar comercial disparou nesta quinta-feira, 10 de julho, em resposta direta à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras. Por volta das 12h30 (horário de Brasília), a moeda americana operava em alta de 0,93%, sendo vendida a R$ 5,552. Mais cedo, na abertura da sessão, o dólar havia alcançado a máxima de R$ 5,62, o que representou um avanço de 1,83%.
O mercado reagiu de forma imediata e intensa à medida anunciada na quarta-feira, 9 de julho, que estabelece o início da cobrança das novas alíquotas a partir de 1º de agosto. A tarifa de 50% é considerada a mais agressiva até agora entre as anunciadas por Trump nos últimos dias e afeta diretamente a balança comercial brasileira com os Estados Unidos.
A decisão de Trump pegou investidores de surpresa. Embora o mercado já acompanhasse com cautela os movimentos do governo norte-americano em relação à política tarifária internacional, a magnitude da tarifa anunciada para o Brasil superou as expectativas. Até então, analistas esperavam possíveis sanções comerciais em torno de 15% a 25%, semelhante às tarifas impostas ao Japão e à Coreia do Sul no início da semana.
Segundo Marcelo Bolzan, sócio da The Hill Capital, o anúncio causou grande instabilidade. “Se até o dia 1º de agosto não houver uma negociação entre os países, a situação tende a piorar. Essa alíquota de 50% praticamente inviabiliza a competitividade das exportações brasileiras nos Estados Unidos”, afirmou.
A resposta imediata do mercado foi a valorização do dólar futuro de agosto, que encerrou a sessão da quarta-feira com alta de 2,30%, cotado a R$ 5,6115. Já o dólar à vista fechou o dia a R$ 5,5024, após subir 1,04%.
De acordo com a carta enviada por Trump ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), as tarifas seriam uma resposta às recentes decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que, segundo ele, censuraram ilegalmente plataformas digitais dos Estados Unidos. O presidente americano também citou o ex-presidente Jair Bolsonaro e classificou seu julgamento como uma “vergonha internacional”.
O governo brasileiro reagiu por meio de nota e afirmou que acionará a Lei de Reciprocidade Econômica, aprovada este ano pelo Congresso Nacional. A legislação permite que o país adote medidas semelhantes, como a suspensão de acordos comerciais, investimentos e direitos de propriedade intelectual.
Especialistas destacam que a medida pode desencadear uma nova onda de tensões comerciais entre os dois países. Exportadores brasileiros de setores como siderurgia, agronegócio e manufaturados temem perdas bilionárias diante do novo cenário.
Inicialmente, o governo americano previa que as tarifas passariam a valer já em 9 de julho. No entanto, o prazo foi prorrogado para o dia 1º de agosto. Para analistas de mercado, esse adiamento sinaliza uma tentativa da Casa Branca de avançar em conversas com parceiros internacionais antes de endurecer as medidas de forma definitiva.
Na segunda-feira, 7 de julho, os Estados Unidos já haviam anunciado tarifas de 25% sobre produtos japoneses e sul-coreanos. Com a inclusão do Brasil na lista, Trump reforça sua postura protecionista em meio a um ambiente eleitoral turbulento nos EUA.
A escalada no câmbio e a resposta diplomática brasileira prometem agitar os próximos dias nos mercados e aumentar a pressão sobre os setores mais expostos à exportação. O cenário continuará sendo monitorado por investidores e autoridades.
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