A empresária foi presa preventivamente na última quinta-feira, 21 de maio, durante uma operação conjunta entre a Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo.
Deolane contrata um dos maiores advogados do país após ser apontada como membro do PCC Foto: Reprodução
A estratégia jurídica para tentar libertar a advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra passou a ser comandada por um dos principais nomes do Direito Processual Penal do país, o jurista gaúcho Aury Lopes Junior.
Com mais de trinta anos de carreira na advocacia criminal e na docência, iniciada em Rio Grande (RS), Aury Lopes Junior é uma das referências mais citadas na doutrina jurídica nacional.
Doutor pela Universidad Complutense de Madrid e pioneiro nos estudos sobre investigação criminal defensiva no Brasil, ele concilia a atuação em tribunais de alta complexidade com a cadeira de Professor Titular na pós-graduação da PUCRS. Especializado em Direito Penal Econômico, o jurista agora lidera os esforços para demonstrar a desnecessidade da prisão de Deolane perante a Justiça paulista.
A empresária foi presa preventivamente na última quinta-feira, 21 de maio, durante uma operação conjunta entre a Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que investiga um esquema de lavagem de dinheiro e suposta associação com a maior organização criminosa do estado.
Em posicionamento oficial, a nova defesa contestou duramente as medidas cautelares, classificando a manutenção da prisão como um ato ilegal e exagerado.
Segundo Lopes Junior, a influenciadora nunca foi convocada a prestar esclarecimentos antes da decretação da medida. O advogado afirmou que o foco inicial da equipe é reverter a prisão preventiva para, em um segundo momento, apresentar formalmente as justificativas do caso.
A investigação aponta que o esquema utilizava uma transportadora em Presidente Venceslau (SP), controlada pela cúpula do grupo criminoso, para movimentar valores. A operação resultou no bloqueio de R$ 357,5 milhões das contas dos investigados e no confisco de 39 veículos, avaliados em R$ 8 milhões.
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Moraes havia solicitado que os dois casos fossem levados conjuntamente ao plenário, sob o argumento de que a análise separada poderia gerar decisões contraditórias e tumulto processual.
Ele foi preso de setembro de 2025 pela Operação Zargun, que apurava, entre outros fatos, a atuação de uma organização criminosa envolvida com tráfico de armas, de drogas, além de corrupção.
Períodos de temperaturas elevadas, baixa umidade e queimadas exigem maior esforço do organismo para controlar a temperatura corporal.
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