De acordo com os investigadores, o PCC utilizava uma transportadora de cargas fantasma para movimentar recursos ilícitos e dificultar o rastreamento financeiro.
Deolane Bezerra Foto: Reprodução/ Rede Social
A influenciadora Deolane Bezerra foi presa na última quinta-feira, 21 de maio, durante a Operação Vérnix, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pela Polícia Civil para investigar um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
A apuração teve início após a apreensão de bilhetes e manuscritos encontrados há sete anos em um presídio de Presidente Venceslau, no interior paulista.
De acordo com os investigadores, o grupo utilizava uma transportadora de cargas fantasma para movimentar recursos ilícitos e dificultar o rastreamento financeiro. Parte do dinheiro teria sido transferida para contas vinculadas à influenciadora.
A investigação aponta ainda que Deolane mantinha relações pessoais e comerciais com um dos supostos gestores da empresa investigada. Segundo a polícia, não foram identificadas movimentações compatíveis com prestação de serviços que justificassem os valores recebidos pela influenciadora.
Além do mandado expedido contra Deolane, a operação também teve como alvo Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do PCC e que já cumpre pena no sistema prisional federal.
Segundo o MP-SP, os documentos apreendidos em 2019 deram origem a três inquéritos que permitiram mapear a estrutura financeira da facção criminosa e identificar operadores responsáveis pela movimentação dos recursos.
Os manuscritos estavam escondidos em celas e na caixa de esgoto da Penitenciária de Presidente Venceslau. O material continha ordens internas do PCC, contatos de integrantes da cúpula da organização e referências a planos de ataques contra servidores públicos.
Os documentos foram encontrados durante uma revista realizada em julho de 2019 nas celas de Gilmar Pinheiro Feitoza, apontado como liderança da facção dentro da unidade prisional, e de Sharlon Praxedes da Silva, conhecido como “Maradona”.
Conforme a investigação, os bilhetes também traziam detalhes sobre o esquema de tráfico de drogas comandado pelo grupo criminoso.
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