Pernambuco, 13 de Fevereiro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Delegada atira em homem suspeito de estuprar a filha de 14 anos

O disparo ocorreu, para conter o suspeito pois ele estava tentando impedir uma testemunha que denunciou o caso. 

Isabella Lopes

28 de setembro de 2024 às 17:46   - Atualizado às 17:47

Delegada Aline Lopes que atirou em pai suspeito de estuprar filha.

Delegada Aline Lopes que atirou em pai suspeito de estuprar filha. Foto: Reprodução

Nesta sexta-feira, 27 de setembro, em Anápolis, em Goiás, uma delegada atirou em um homem suspeito de estuprar a própria filha, uma adolescente de 14 anos. O disparo ocorreu, para conter o supeito pois ele estava tentando impedir uma testemunha que denunciou o caso

A delegada Aline Lopes, titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Anápolis, afirmou que, antes dela chegar a delegacia, uma policial entrou em conflito com o homem e conseguiu reirar a menina dos braços do suspeito, a levando para outra sala. Ao chegar na sala, Aline viu homem a paça em frente à delegacia. Em seguida, a testemunha que estava denunciando o caso teve que ir a té o carro para pegr alguns documentos, momento em que foi acompanhada pela delegada, devido ao medo que estava.

Entre no nosso canal de transmissão no WhatsApp e receba as notícias do Portal de Prefeitura no seu celular

Segundo a delagada , assim que o indivíduo viu a testemunha, ele foi em direção a ela, mesmo sendo advertido para se manter longe. 

“Quando ele chegou bem próximo de nós, ele falou para eu atirar nele, seguindo na direção da testemunha. Depois de muito verbalizar, efetuei um disparo na região da perna dele para fazer com que ele não agredisse nem a mim e nem a ela”, disse a delegada ao G1. Segundo ela, o socorro foi acionado e a Corregedoria da Polícia Civil também.

De acordo com a titular da DPCA, o homem foi autuado em flagrante por coação no curso do processo. O indivíduo foi encaminhado para o hospital e, após ter alta, será preso.

Veja Também

Policial prende assassino do pai 25 anos depois 

A Polícia Civil de Roraima prendeu na quarta-feira, 25, na capital Boa Vista, um homem condenado pelo assassinato do comerciante Givaldo José Vicente de Deus, em fevereiro de 1999. O criminoso, identificado como Raimundo Alves Gomes, 60 anos, que já tinha a prisão decretada de forma definitiva desde 2019, foi localizado em uma região de chácaras na capital roraimense.

Ao saber da notícia da prisão, a escrivã Gislayne de Deus, de 35 anos, filha de Givaldo, chorou de alívio.

"É o encerramento de um ciclo. A gente pensava que era um momento que nunca ia chegar e, de repente, aconteceu", relatou a policial ao Estadão. A defesa de Raimundo não foi localizada pela reportagem.

Natural de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, e formada em Direito, Gislayne ajudou os policiais a prender o autor do crime Ela tomou posse no cargo de escrivã da Polícia Civil de Roraima há poucos meses, em julho deste ano. Antes, ocupava o cargo de agente na Polícia Penal desde 2022.

À reportagem, ela conta que o principal objetivo ao entrar na polícia era garantir maior estabilidade financeira e profissional. Mas, ter perdido o pai por uma pessoa que ainda não tinha sido presa também provocou nela, não o sentimento de vingança, mas o desejo de ajudar quem passou e passa pela mesma situação.

"Quando eu saí da (Polícia) Penal para ir para a (Polícia) Civil, vi uma oportunidade de auxiliar com meu trabalho e a dar algum tipo de resposta para as pessoas, para as famílias e também para o Judiciário, que vai levar esse investigado a cumprir a sua pena e a responder pelo crime que cometeu", diz.

O crime aconteceu há 25 anos, em fevereiro de 1999, quando a escrivã tinha nove anos. Givaldo José Vicente, pai de Gislayne, era proprietário de um comércio em Boa Vista, e Raimundo era um dos fornecedores do estabelecimento. Ambos eram conhecidos e até descritos como "amigos" pela policial. Mas, por conta de uma dívida de R$ 150, Raimundo atirou contra Givaldo em um bar, no bairro Cambará, também na capital.

Raimundo chegou a ser preso em flagrante, mas foi solto 17 dias depois, segundo Gislayne. Ela conta que toda a sua família não entendeu os motivos que levaram a Justiça a decidir pela soltura do então suspeito, que passou a responder o processo em liberdade.

"A gente vivia em alerta. Será que, se eu for para o interior, eu vou encontrá-lo? A gente ficava com essa sensação de atenção por imaginar que ele estivesse em algum lugar. Eu sempre ficava buscando (por ele)", diz Gislayne.

Raimundo foi julgado em 2016 e condenado a 12 anos de prisão, em regime fechado, pela morte de Givaldo José Vicente de Deus. Após apresentação de recursos, o mandado foi expedido de forma definitiva só em 2019. Desde então, ele esteve foragido até ser localizado e preso na última quarta-feira.

Gislayne conta que a investigação na Delegacia Geral de Homicídios (DGH) já tinha sido encerrada e que só restava cumprir o mandado de prisão que estava em aberto.

"Os colegas dizem que a prisão (do Raimundo) foi por minha causa porque eu levei o mandado de prisão e pedi para a DGH (Delegacia Geral de Homicídios) procurar por ele sem, claro, abandonar as outras investigações em curso", diz a escrivã. "Eu passei só a informação, mas a parte de investigação, de levantamento de dados, de paradeiro, foi a equipe da DGH e do DEIN, o Departamento de Inteligência, da Secretaria de Segurança Pública".

"Quando os colegas fizeram a prisão, eles me ligaram. Naquele primeiro momento, eu confesso que chorei muito porque é o encerramento de um ciclo. A gente pensava que era um momento que nunca ia chegar e, de repente, aconteceu. Então, em um primeiro momento, senti muita emoção", lembra.

Gislayne conta que teve que se recompor e fez questão de conversar com o homem condenado pela morte do seu pai.

"Eu vim para a DGH e foi o momento que eu o vi. Perguntei se ele sabia quem eu era, e falei: 'Eu sou a filha da pessoa que você matou e eu quero dizer que o senhor vai cumprir a sua pena e vai pagar pelo que fez'".

Segundo a escrivã, o homem pouco reagiu. Não chorou, não pediu desculpas ou esboçou algum arrependimento. Disse apenas que "não precisava ter sido assim", comentou a policial.

Gyslaine diz que a sensação de ver Raimundo preso, mesmo que ele pague apenas uma parte da pena, "é de paz e justiça".

"Esse sentimento de injustiça nos acompanhou por muito tempo, praticamente durante esses 25 anos. Só tivemos a sensação de justiça efetiva, feita, agora, em 2024. E esse sentimento é indescritível", comentou.

 

 

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

15:07, 13 Fev

Imagem Clima

25

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Goleiro Bruno fala sobre caso Eliza Samudio.
Repercussão

Caso Eliza Samudio: goleiro Bruno admite erro e cita Macarrão e envolvimento de facção criminosa

Condenado pelo homicídio, ex-goleiro cedeu uma entrevista a um podcast e falou sobre o caso. Ele também falou sobre o relacionamento com o filho.

Ministério da Saúde reforça uso de camisinhas e lança novos modelos texturizados no SUS
Proteção

Ministério da Saúde reforça uso de camisinhas no Carnaval e distribui novos modelos texturizados

Segundo o ministério, foram distribuídas 138 milhões de camisinhas nos últimos três meses para reforçar o estoque do SUS durante o feriado.

Máquina de cartão de crédito usada por ambulante preso.
Estelionato

"Para gringo é mais caro": ambulante é preso após cobrar R$ 2,4 mil por duas cervejas a turistas

Segundo equipes de patrulhamento, a dupla de turistas, pai e filho, perceberam o golpe depois de realizar o pagamento em uma máquina de cartão de crédito.

mais notícias

+

Newsletter