Servidor dos Correios. Foto: Divulgação/Correios
Os Correios estudam desligar cerca de 10 mil empregados, o equivalente a 8,6% do quadro atual, como parte do plano de reestruturação apresentado em 15 de outubro pelo presidente da estatal, Emmanoel Rondon.
A redução deve ocorrer por meio de um Programa de Demissão Voluntária (PDV), ainda em cálculo interno, mas direcionado a áreas com excesso de mão de obra.
O pacote de medidas foi divulgado após a confirmação de novos prejuízos bilionários. No primeiro semestre deste ano, a empresa registrou R$ 4,3 bilhões de déficit.
Em 2024, o resultado negativo foi de R$ 2,5 bilhões, reforçando a necessidade de ajustes imediatos.
Além do enxugamento do quadro, o plano prevê a contratação de um empréstimo de R$ 20 bilhões, que está em negociação com um consórcio de bancos e conta com garantia da União.
A captação, segundo Rondon, é essencial para equilibrar o fluxo de caixa entre 2025 e 2026 e permitir que a estatal retome resultados positivos em 2027.
“Então, o que a gente tá negociando de operação é para ter reequilíbrio da empresa em 2025 e 2026 (…). A ideia é que em 2027 a empresa já esteja reequilibrada. Lucro em 2027”, afirmou.
Rondon também destacou que os lucros registrados durante a pandemia não representavam um cenário sustentável.
O aumento de encomendas em 2020 e 2021 elevou temporariamente as receitas, mas, após o período, a empresa viu sua competitividade cair diante do avanço do comércio eletrônico privado.
“Nos últimos anos (…) a perda de market share, a perda de competitividade, vem fazendo com que a gente tenha perda de receita. Essa perda de receita impacta o caixa e (…) vem afetando a operação, potencializando esse ciclo negativo”, explicou.
Além das demissões, o plano inclui venda de imóveis ociosos, renegociação de contratos e o desenvolvimento de novos serviços, possivelmente integrando funções financeiras ao portfólio logístico da estatal.
Internamente, o corte de despesas é visto como peça-chave para garantir confiança à União e ao sistema financeiro durante a liberação do empréstimo bilionário, etapa considerada decisiva para estabilizar a empresa nos próximos anos.
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