Pernambuco, 14 de Fevereiro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

COPAM afirma que taxa SELIC pode chegar a 14,25% em 2025, maior alta desde 2006

O Santander Brasil também estima um cenário mais severo, com a Selic chegando a 15,50% ainda no primeiro semestre. Já o BTG espera que a taxa encerre este ano em 14,75% e atinja 15,25% ao ano em 2026.

Fernanda Diniz

03 de janeiro de 2025 às 16:27   - Atualizado às 16:46

Lula e Fernando Haddad.

Lula e Fernando Haddad. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom) sinalizou um aumento na taxa básica de juros, a Selic, nas próximas duas reuniões. A proposta é elevar 1 ponto percentual em janeiro e mais 1 ponto em março, o que colocaria o índice em 14,25% ao ano já no primeiro trimestre.

Atualmente, a Selic está em 12,25% ao ano, mas a autoridade monetária projeta que a taxa deve atingir 15% ou mais em 2025, alcançando um patamar inédito desde 2006.

De acordo com o último relatório do Banco Central, divulgado na segunda-feira, 30 de dezembro, o aumento de 2 pontos percentuais já é considerado provável.

As instituições financeiras também fizeram suas projeções. O Santander Brasil estima um cenário mais severo, com a Selic chegando a 15,50% ainda no primeiro semestre. Já o BTG espera que a taxa encerre este ano em 14,75% e atinja 15,25% ao ano em 2026.

Ibovespa 

A desvalorização do minério de ferro impede nesta sexta-feira, 3, o Ibovespa de subir em sintonia com os índices futuros de ações em Nova York. Com muitos investidores ainda fora dos mercados mesmo após as festas de final de ano, a liquidez promete ser continuar reduzida. Além disso, ainda que Brasília esteja de recesso, a preocupação fiscal permanece em meio a incertezas em torno de temas como as emendas parlamentares.

Veja Também

Com a agenda esvaziada de indicadores econômicos, principalmente no Brasil, os investidores ficam com poucas opções de diretrizes

No exterior, destaque apenas para um discurso de um dirigente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e para a divulgação do índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial, medido pelo Instituto para Gestão da Oferta (ISM, na sigla em inglês), dos EUA.

Ontem, o giro financeiro na B3 somou R$ 19,2 bilhões, aquém da média diária de cerca de R$ 23 bilhões, e o Ibovespa fechou em baixa de 0,13%, aos 120.125,39 pontos.

Como ressalta Alvaro Bandeira, coordenador de Economia da Apimec Brasil, sem grandes acontecimentos e a agenda quase que vazia diminuem a movimentação nos negócios. "E o Congresso brasileiro parado reduz o ímpeto da política e a mexida nos mercados", avalia.

Segundo Bandeira, se o Índice Bovespa mantiver os 120 mil pontos será um sinal importante, o que, conforme ele, abriria espaço para mais recuperação, mas isso "se o noticiário for mais favorável" à frente.

Em meio a duvidas quanto ao ritmo de crescimento na China, o governo promete atuar para impulsionar a economia. Porém, isso ainda não anima. Nesta sexta-feira, o minério de ferro no mercado futuro de Dalian fechou em queda de 2,18%. Isso pesa nas ações do segmento metálico na B3, com Vale perdendo 0,92% por volta das 11 horas. Petrobrás também recuava, entre 0,24% (PN) e 0,74% (ON).

Apesar de o a China reforçar a promessa de implementar cortes de compulsórios bancários e de juros em algum momento ainda não definido neste ano, prevalecem dúvidas. "Não tem muita notícia hoje e os investidores ainda estão analisando o desempenho dos ativos no ano passado, muito direcionado pelo fiscal brasileiro que segue negativo", analisa Cleber Rentroia, Head de renda variável da Blue3 Investimentos.

Neste sentido, Rentroia avalia que relatos como o vindo da China tendem a ter pouca influência. "Não traz uma perspectiva de melhora de longo prazo por enquanto. Além das duvidas com a economia chinesa, há incertezas relacionadas à nova gestão Trump, que prometeu criar barreiras tarifárias", completa o Head de renda variável da Blue3 Investimentos.

Marcos Moreira, sócio da WMS Capital, reforça que o Ibovespa segue a tendência da véspera, operando de forma lateralizada, diante da liquidez reduzida nesse início de ano. "Iniciamos 2025 com ressaca que basicamente foi pautada no final do ano pela fiscal e pela retomada do ciclo de alta dos juros pelo Banco central. Ainda temos o recesso parlamentar", reforça.

Para Moreira, à medida em que houver um cenário "mais direcional" em relação à pauta econômica e de avanço de medidas fiscais, o quadro "ultranegativo" para os ativos em 2024 pode melhorar.

Capital estrangeiro

O ano de 2024 registrou o pior número de aportes externos na B3 desde 2020, ano de pandemia. Saíram cerca de R$ 32 bilhões de fluxo estrangeiro no ano passado. E isso não é um bom presságio para 2025. A mudança no calendário traz o retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, o que sugere uma economia americana mais resiliente e menor interesse dos investidores por países emergentes. No Brasil soma-se a perda de atratividade que já vem ocorrendo devido ao risco fiscal e à Selic elevada, segundo profissionais ouvidos pelo Broadcast.

O líder de renda variável do BNP Paribas Asset Management Brasil, Marcos Kawakami, afirma que a volatilidade e a depreciação recentes do real fizeram o investidor estrangeiro ter uma visão mais negativa do Brasil.

"Temos percebido um interesse maior do investidor estrangeiro pela Índia, que tem crescido em atividade e lucro das empresas", exemplifica Kawakami. Diferentemente, a projeção para Brasil é de uma desaceleração na atividade econômica em 2025 frente 2024, enquanto a taxa Selic deve subir ainda mais e potencialmente prejudicar o balanço de companhias brasileiras.

Para o executivo-chefe de investimentos (CIO) para o Brasil no UBS Global Wealth Management, Luciano Telo, um retorno mais firme do investidor estrangeiro à renda variável requer um ajuste fiscal mais profundo, o que, segundo ele, não deve ocorrer no curto prazo. "O Banco Central já contratou uma Selic de 14,25% e o mercado tem projetado mais do que isso, está no jogo. E mesmo com preços descontados na Bolsa, há retornos mais fáceis na renda fixa", pondera.

Às 11h11, o Ibovespa cedia 0,60%, aos 119.400,47 pontos, ante mínima aos 119.330,34 pontos (-0,66%). Só 15 ações subiam, de um total de 87.
 

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

00:44, 14 Fev

Imagem Clima

25

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Sorteio da Super Sete (concurso 811) nesta sexta-feira (13/02).
Super Sete

Super Sete 811 (13/02): acumula e prêmio estimado sobe para R$ 2,2 milhões

Sorteio desta sexta-feira, 13 de fevereiro, definiu as sete colunas e distribuiu prêmios em quatro faixas.

Sorteio da Dupla Sena (concurso 2925) realizado no Espaço da Sorte em São Paulo.
Dupla Sena

Dupla Sena 2925 (13/02): tem ganhador no 2º sorteio e prêmio principal acumula

Concurso de 13/02 registra aposta vencedora no segundo sorteio e eleva estimativa para R$ 2 milhões.

Sorteio da Quina concurso 6953 nesta sexta-feira (13/02).
Quina

Resultado da Quina 6953 (13/02): tem ganhador único e paga R$ 19,6 milhões

Concurso 6953, sorteado em 13/02, saiu para aposta de Cruzeiro (SP) e encerrou sequência de prêmio acumulado.

mais notícias

+

Newsletter