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Camisinhas finas e texturizadas pelo SUS: saiba onde retirar e qual a diferença

A ação faz parte da estratégia de Prevenção Combinada, que associa diferentes métodos para ampliar a proteção contra infecções sexualmente transmissíveis.

Everthon Santos

15 de agosto de 2025 às 15:17   - Atualizado às 15:17

Camisinhas finas e texturizadas.

Camisinhas finas e texturizadas. Foto: Divulgação

Dois novos modelos de camisinha, texturizadas e finas, começaram a ser distribuídas de forma gratuita pelo Ministério da Saúde. A iniciativa tem o objetivo de estimular o uso de preservativos e, assim, reforçar a prevenção contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como o HIV, hepatites virais e sífilis. O grande foco da ação são os jovens.

De acordo com a Pesquisa Nacional de Sáude (PNS), de 2019, entre pessoas com 18 anos ou mais que tiveram relações sexuais nos 12 meses anteriores à entrevista, apenas 22,8% disseram usar preservativos em todas as relações sexuais. Outras 17,1% afirmaram usar às vezes, e 59% relataram não usar nenhuma vez.

As camisinhas podem ser retiradas nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de todo o País, sem necessidade de apresentação de documentos de identificação. Não há limite em relação à quantidade solicitada. A expectativa é de que 400 milhões de unidades sejam distribuídas até o final do ano.

Para Alexandre Naime Barbosa, chefe do Departamento de Infectologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e coordenador científico da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), a ampliação da variedade de preservativos é um avanço importante para as políticas de prevenção.

"O preservativo, quando usado com consistência, previne 100% a transmissão do HIV e tem um índice bastante alto de prevenção contra outras ISTs. A proteção depende, basicamente, da adesão. Quanto maior a aceitação e a disponibilidade de modelos que proporcionem mais prazer e adaptação, a adesão vai aumentar e nós, obviamente, teremos uma ampliação do potencial de prevenção", pontua.

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Os novos produtos têm a mesma eficácia de proteção dos modelos anteriores. Até então, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibilizava dois tipos de camisinha: a externa, feita de látex, e a interna, de látex ou borracha nitrílica.

"Oferecendo essas diferentes opções, o SUS atende melhor à diversidade de preferências e necessidades da população. Os preservativos mais finos, por exemplo, proporcionam mais sensibilidade e prazer durante a relação sexual, e os modelos texturizados aumentam o conforto e a satisfação de ambos os parceiros", descreve Naime.

"Isso é importante para reduzir as barreiras de uso, especialmente nas populações mais jovens, que ainda estão se acostumando com o uso do preservativo e associam as camisinhas à diminuição do prazer. Então, essa estratégia é muito importante e um exemplo claro de como estratégias de prevenção podem ser dinâmicas e adaptadas ao comportamento sexual", adiciona.

O MS reforça que o uso de preservativos em todas as relações sexuais é o método mais eficaz para a proteção contra as ISTs. Ele também evita gestações não planejadas. A ação faz parte da estratégia de Prevenção Combinada, que associa diferentes métodos para ampliar a proteção contra ISTs.

Além do uso de preservativos, estão: profilaxias pré e pós-exposição (PrEP e PEP), diagnóstico e tratamento do HIV e de outras ISTs, vacinação e ações de promoção da saúde sexual e reprodutiva.

Estadão Conteúdo

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