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Café mais caro já faz 24% dos brasileiros cortarem consumo; veja o que está por trás

Alta recorde no preço do café no Brasil em 2025 muda hábitos e força consumidores a buscarem opções mais baratas.

Joice Gomes

02 de outubro de 2025 às 10:10

O café subiu quase 60% e 24% dos brasileiros já reduziram o consumo.

O café subiu quase 60% e 24% dos brasileiros já reduziram o consumo. Imagem de 8photo no Freepik

Alta recorde no preço do café no Brasil em 2025 muda hábitos e força consumidores a buscarem opções mais baratas.

O café, uma das bebidas mais amadas e cultura consolidada no Brasil, enfrenta em 2025 uma crise inédita por conta do aumento expressivo de seu preço. Pesquisa da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic), realizada em setembro com 4.200 pessoas de todo o país, revela que 24% dos brasileiros reduziram o consumo da bebida diante da alta nos valores. Essa mudança significativa nos hábitos do consumidor acontece enquanto o preço do quilo do café na prateleira chega a R$ 62,83, quase o dobro do que era praticado dois anos atrás (cerca de R$ 32,40).

Preço do café dispara por várias razões

Segundo especialistas, a escalada do preço do café no Brasil tem várias causas interligadas. Entre elas, destaca-se a imposição de uma tarifa de 50% pelos Estados Unidos sobre o café brasileiro, que elevou drasticamente o preço do grão na bolsa de Nova York, referência global para o produto. Além disso, estoques mundiais estão baixos após quatro anos consecutivos de redução da produção dos principais países produtores, devido a condições climáticas adversas. No Brasil, a situação se agrava com uma queda na colheita do café arábica, a variedade mais produzida, especialmente afetada pelas geadas no Cerrado Mineiro que causaram prejuízo de quase 25 mil toneladas. Esses fatores se traduzem em custos maiores para a indústria e, consequentemente, preços mais altos para o consumidor final.

Consumidores mudam hábitos e buscam economia

A pesquisa ABIC mostra que o aumento no valor não apenas desestimula o consumo em volume mas também altera a forma de comprar café. Atualmente, quase 39% dos entrevistados optam por marcas mais baratas, um salto em relação aos 16% registrados em 2023. O consumo diário também diminuiu: o grupo que consome até duas xícaras por dia cresceu de 8% para 14%, enquanto a parcela que bebia mais de seis xícaras ao dia caiu de 29% para 26%. Pouquíssimos aumentaram o consumo, apenas 2% em 2025, um recuo acentuado se comparado a 16% em 2023.

Pontos de venda se adaptam ao novo cenário

Atacarejos ganharam espaço nas preferências dos consumidores, subindo de 24,6% em 2023 para 28,2% em 2025, graças à oferta de preços mais acessíveis. Já os pequenos varejistas e cafeterias enfrentam dificuldades para manter a clientela, impactados diretamente pela redução do consumo e pela migração para marcas mais baratas. Essa tendência revela um cenário de adaptação forçada às pressões econômicas e uma sensível mudança no mercado varejista do café.

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Projeções e desafios futuros

A ABIC alerta que os preços do café ainda devem subir mais 10% a 15% nos próximos dias, devido aos custos crescentes de matéria-prima e à continuidade de desafios na produção. Apesar da retração no consumo, que caiu mais de 5% no volume total entre janeiro e agosto de 2025, a entidade acredita que o setor pode se estabilizar e terá um comportamento surpreendente até o final do ano, com possíveis sinais de retomada no consumo.

Impactos para consumidores e indústria

  • Alta de quase 61% no preço ao consumidor em 12 meses;
  • Redução de 5,41% no volume consumido de café em 2025;
  • Migração para marcas mais baratas e menor frequência no consumo diário;
  • Aumento da participação dos atacarejos como pontos de venda preferidos;
  • Previsão de novos aumentos de preço até o fim do ano.

Contexto histórico e cultural

O café é uma bebida presente na rotina de 98% dos brasileiros, símbolo da cultura nacional e um dos hábitos alimentares mais arraigados no país. No entanto, o atual cenário econômico e climático desencadeou um dos maiores reajustes de preço já registrados, gerando uma crise silenciosa que mexe tanto com consumidores quanto com fabricantes e comerciantes. O impacto social dessa transformação é ainda mais sensível ao se considerar o papel do café nas relações sociais e cotidianas brasileiras.

O cenário do café no Brasil em 2025 é de alerta. O produto, patrimônio cultural e econômico, enfrenta uma alta que já afeta quase um quarto da população, que foi obrigada a reduzir o consumo. A evolução dos preços é influenciada por fatores externos e internos que tensionam a cadeia produtiva e o mercado consumidor. Acompanhar essa dinâmica é essencial para entender não só o mercado do café, mas também as mudanças que a alta dos alimentos básicos impõe no estilo de vida dos brasileiros.

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