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Brasil tem redução nos casos de síndrome respiratória grave, aponta levantamento

Neste ano, já foram notificados 159.663 casos, sendo que em 53,4% foram detectados a presença de vírus respiratório.

Isabella Lopes

21 de agosto de 2025 às 18:58   - Atualizado às 18:58

Doenças repiratórias.

Doenças repiratórias. Foto: Freepik

Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por vírus sincicial respiratório (VSR) e influenza A estão em queda no país. O Amazonas é o único estado ainda com aumento de notificações entre crianças de até 2 anos, conforme boletim semanal  InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgado nesta quinta-feira, 21 de agosto.

Neste ano, já foram notificados 159.663 casos, sendo que em 53,4% foram detectados a presença de vírus respiratório.

Entre os casos positivos, 45,5% foram provocados pelo vírus sincicial, seguido por influenza A (25%). Nas quatro últimas semanas, a prevalência dois dois vírus permanece.

Rinovírus e Covid

O estudo alerta, no entanto, para tendência de alta no número de casos de  rinovírus em crianças e adolescentes de 2 a 14 anos no Nordeste e no Centro-Sul. Além disso, foi identificado leve aumento de casos de Covid-19 entre os idosos, a partir de 65 anos, no Amazonas e na Paraíba.

Os estados do Ceará e Rio de Janeiro também apresentam crescimento nas notificações por Covid-19. A Fiocruz reforça a importância da vacinação em dia contra a Covid-1, principalmente de idosos e pessoas imunocomprometidas, que devem tomar doses de reforço a cada seis meses.

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A orientação é que crianças e adolescentes com sintomas de gripe ou resfriado fiquem em casa e evitem ir à escola, para não transmitir o vírus. Se não for possível, o ideal é que usem uma máscara. 

Estudo sobre covid e gripe 

Pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, descobriram um possível fator que explica por que o câncer de mama pode retornar anos após o fim do tratamento. O estudo observou que infecções respiratórias comuns podem reativar células cancerosas dormentes, levando à volta da doença mesmo quando ela já havia sido considerada eliminada.

A pesquisa, divulgada pela revista científica Nature, utilizou camundongos como modelo experimental. Os animais receberam células humanas de câncer de mama que permaneceram inativas por um período. Ao entrarem em contato com vírus respiratórios comuns, os pesquisadores perceberam que as células malignas voltaram a se multiplicar de forma acelerada, indicando uma nova atividade tumoral.

Resposta inflamatória pode ser o gatilho da recidiva

Os cientistas observaram que o sistema imunológico, ao combater o vírus, libera moléculas inflamatórias como interleucinas e interferons. Essas substâncias podem servir como gatilhos para “acordar” as células tumorais adormecidas, que estavam espalhadas em tecidos como os pulmões.

De acordo com o biólogo James DeGregori, um dos autores da pesquisa, o fenômeno é surpreendente.

“As infecções não apenas despertaram as células cancerígenas, mas também estimularam sua multiplicação em larga escala”, afirmou.

Ele destacou ainda que a inflamação gerada pelo próprio corpo pode oferecer condições ideais para que as células malignas voltem a crescer.

Células dormentes resistem à quimioterapia

O tratamento do câncer costuma atingir células ativas, que estão em divisão. No entanto, células em estado dormente podem escapar desses efeitos. Por isso, mesmo após quimioterapia ou radioterapia, alguns pacientes permanecem com células malignas “silenciosas” no organismo. Quando um gatilho como uma infecção viral surge, elas podem se reativar.

Esse fenômeno ajuda a explicar por que alguns pacientes enfrentam recidivas anos após o fim do tratamento. Embora os exames indiquem remissão completa, as células dormentes podem sobreviver e se manter escondidas até encontrarem um ambiente propício para crescer novamente.

Estudo ainda está em fase inicial

Apesar dos resultados promissores, os pesquisadores reforçam que os testes foram realizados apenas em modelos animais. Ainda não há comprovação em humanos, e os dados não são suficientes para alterar os protocolos médicos atuais. No entanto, os cientistas defendem que o estudo abre caminho para investigações mais profundas sobre a dormência tumoral e seus gatilhos.

Com isso, especialistas já discutem a possibilidade de desenvolver terapias que bloqueiem os sinais inflamatórios do organismo ou que monitorem mais de perto pacientes que estão em remissão da doença, especialmente aqueles com histórico de metástases pulmonares ou com maior risco de retorno do tumor.

Com informações da Agência Brasil 

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