A estimativa indica que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro alcançará aproximadamente US$ 2,79 trilhões, ultrapassando os valores projetados para Itália e Rússia.
16 de outubro de 2026 às 08:37 - Atualizado às 08:42
Brasil deve voltar a ser a 8ª maior economia do mundo em 2027, prevê FMI. Foto: Magnific (Antigo Freepik). Arte: Portal de Prefeitura
O Brasil deve voltar a ocupar a oitava posição entre as maiores economias do mundo em 2027, segundo projeções divulgadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). A estimativa indica que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro alcançará aproximadamente US$ 2,79 trilhões, ultrapassando os valores projetados para Itália e Rússia.
De acordo com os dados apresentados pela instituição, o país deverá deixar a 10ª posição, ocupada em 2026, e recuperar o lugar que tinha no ranking em 2017. A mudança está relacionada às estimativas de crescimento do valor total dos bens e serviços produzidos pela economia brasileira em comparação com as demais nações.
Para 2026, a projeção é de que o PIB do Brasil chegue a US$ 2,65 trilhões. No ano seguinte, o indicador deve avançar para US$ 2,796 trilhões, equivalente a mais de R$ 14,2 trilhões, conforme a conversão apresentada no levantamento.
As projeções do FMI para 2027 colocam o Brasil à frente de duas economias que atualmente aparecem próximas no ranking. A Itália deve registrar um PIB de US$ 2,77 trilhões, enquanto a Rússia deve alcançar US$ 2,67 trilhões.
Com a estimativa de US$ 2,79 trilhões, o Brasil assumiria a oitava posição entre as maiores economias do planeta.
O ranking projetado para 2027 é liderado pelos Estados Unidos, com PIB de US$ 34,44 trilhões, seguidos pela China, com US$ 22,93 trilhões.
A Alemanha aparece na terceira posição, com US$ 5,66 trilhões. Na sequência, estão Índia, com US$ 4,52 trilhões; Reino Unido, com US$ 4,48 trilhões; Japão, com US$ 4,46 trilhões; e França, com US$ 3,64 trilhões.
O Brasil ocupa a oitava colocação, seguido por Itália e Rússia, que completam a lista das dez maiores economias projetadas para o período.
Segundo as estimativas divulgadas, o Brasil poderá permanecer na oitava posição do ranking mundial até 2031. A projeção considera a evolução do PIB das principais economias e os valores estimados para os próximos anos.
A permanência nessa colocação, contudo, depende do comportamento das economias ao longo do período e pode mudar conforme novas projeções sejam divulgadas.
O ranking considera o tamanho nominal das economias, medido em dólares. Por isso, além do crescimento da produção, fatores como inflação, variações cambiais e mudanças nos preços também podem influenciar a comparação entre os países.
As estimativas sobre a posição do Brasil no ranking mundial fazem parte das projeções econômicas do FMI, que também acompanha as perspectivas de crescimento dos países.
Para 2026, a instituição estima que a economia brasileira cresça 2,2%, conforme informação citada na publicação que apresentou os dados do ranking.
A posição entre as maiores economias, porém, não representa isoladamente uma medida de bem-estar da população. O PIB total considera o valor da produção de um país e não demonstra, por si só, como a renda está distribuída ou qual é o poder de compra médio dos habitantes.
Assim, a eventual recuperação da oitava posição indicaria uma mudança no tamanho relativo da economia brasileira em comparação com outras nações, sem significar necessariamente uma melhora proporcional nas condições de vida da população.
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