Suape. (Foto: Divulgação/SDEC)
Pernambuco registrou o maior crescimento da atividade econômica entre as 17 unidades da Federação acompanhadas pelo Banco Central no acumulado de janeiro a julho de 2026.
De acordo com o Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR), a economia pernambucana avançou 5,32% na comparação com o mesmo período do ano passado.
O resultado colocou Pernambuco à frente dos demais estados analisados pelo Banco Central no período. A alta foi mais de três vezes superior ao crescimento registrado pela economia brasileira, de 1,50%, e correspondeu ao dobro da expansão observada no Nordeste, de 2,67%.
Na sequência do ranking de crescimento informado pelo Banco Central aparecem Rio de Janeiro, com avanço de 4,94%; Espírito Santo, com 4,53%; e Mato Grosso do Sul, com 4,50%.
O IBCR é um indicador mensal produzido pelo Banco Central para acompanhar o nível de atividade econômica nas diferentes regiões e unidades da Federação. A série referente a Pernambuco é mantida pelo Departamento Econômico do BC.
Considerando os 12 meses encerrados em julho, entre agosto de 2025 e julho de 2026, Pernambuco acumulou crescimento de 3,63% na atividade econômica. O resultado foi o quarto maior entre os estados acompanhados pelo Banco Central e o maior registrado no Nordeste.
No mesmo intervalo, a economia brasileira apresentou expansão de 1,48%.
Para a secretária de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Danielle Jar Souto, o desempenho está relacionado à contribuição de diferentes segmentos da economia estadual.
“Os dados mostram uma trajetória positiva da atividade econômica de Pernambuco no acumulado do ano, com destaque para o desempenho da indústria e do comércio. Ao mesmo tempo, seguimos acompanhando a evolução dos diferentes setores, especialmente aqueles que apresentam resultados mais modestos, para compreender os movimentos da economia e contribuir para um ambiente favorável à atividade econômica e aos investimentos”, afirmou.
Entre janeiro e julho de 2026, a produção industrial de Pernambuco apresentou crescimento de 16,5%, segundo os dados apresentados pelo governo estadual. O percentual representou a segunda maior alta entre os estados brasileiros no período.
No comércio varejista restrito, a expansão chegou a 10,4%, maior crescimento registrado no país na comparação considerada.
O desempenho também apareceu na análise trimestral. Entre maio e julho, Pernambuco registrou crescimento de 0,59% em relação aos três meses anteriores. No mesmo período, o Brasil apresentou retração de 0,30%.
Outro indicador citado no balanço foi a abertura de empresas. Em julho, Pernambuco registrou 14.590 novas empresas, o maior número para o mês desde 2012. Com o resultado, o estoque de empresas ativas no estado ultrapassou pela primeira vez a marca de 800 mil.
Os números do IBCR também passaram por uma revisão do Banco Central. Com a atualização da série, o crescimento da atividade econômica pernambucana no primeiro semestre de 2026, que anteriormente havia sido estimado em 4,47%, passou para aproximadamente 5,9%.
A revisão faz parte das atualizações periódicas das séries do indicador. O Banco Central disponibiliza os dados do IBCR-PE em sua base oficial, com periodicidade mensal e defasagem de aproximadamente 45 dias em relação ao mês de referência.
Os números mais recentes reforçam a expansão observada em diferentes setores da economia pernambucana ao longo de 2026, especialmente na indústria e no comércio, enquanto os dados revisados passam a incorporar novas informações à trajetória da atividade econômica estadual.
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