Esgoto. Foto: Reprodução/Trata Brasil
No Brasil mais de 100 milhões de pessoas ainda vivem sem acesso à coleta de esgoto, e apenas 50,8% do esgoto produzido é tratado. Diariamente, mais de 5,3 mil piscinas olímpicas de esgoto sem tratamento são despejadas diretamente na natureza, segundo dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SNIS), ano-base 2023.
O despejo irregular de esgoto em rios e mares provoca poluição, contaminação e risco à saúde pública. Além de comprometer a biodiversidade, o problema também afeta a economia, já que o turismo, uma das principais fontes de renda do país, sofre com a degradação ambiental.
A população é a mais afetada. As consequências vão desde o aumento de doenças transmitidas pela água contaminada até óbitos por veiculação hídrica. O cenário também pode gerar desemprego no setor turístico, que depende de praias, rios e lagoas limpos para atrair visitantes.
O levantamento do SNIS 2023, elaborado pela GO Associados/Instituto Trata Brasil, mostra fortes desigualdades regionais:
O problema não é exclusivo do Brasil. No mundo, 4,2 bilhões de pessoas ainda não têm acesso a serviços básicos de saneamento, reforçando a urgência de políticas públicas e investimentos na área.
Nas últimas semanas, um grupo de jovens começou a ganhar destaque nas redes sociais após passar a se reunir em um canal do Recife para gravar vídeos e compartilhar momentos de descontração em um esgoto a céu aberto.
O local, batizado de “Ratos Bar”, se transformou em ponto de encontro e virou cenário de conteúdos virais. Entre risadas, brincadeiras, bebidas e até “apresentações musicais improvisadas”, os participantes dançam dentro da água suja.
A ideia começou de forma despretensiosa, quando alguns moradores gravaram vídeos no meio do canal e publicaram nas redes. A repercussão foi imediata e chamou a atenção de influenciadores locais, que passaram a frequentar o espaço para criar conteúdo.
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