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Reajuste do diesel mostra risco à estabilidade do mercado no Brasil; diz Federação dos Petroleiros

Valor do diesel vendido às distribuidoras será reajustado em R$ 0,38 por litro a partir de sábado, 14 de março.

14 de março de 2026 às 10:32   - Atualizado às 10:35

Estatal explica que preço médio do diesel praticado pela companhia para as distribuidoras aumentará R$ 3,65 por litro.

Estatal explica que preço médio do diesel praticado pela companhia para as distribuidoras aumentará R$ 3,65 por litro. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) disse que o reajuste do diesel, anunciado nesta sexta-feira, 13 de março, pela Petrobras, mostra “graves limitações na estrutura do mercado de abastecimento no Brasil”. A venda de refinarias e a privatização da BR Distribuidora, em 2019, seriam exemplos dessas limitações, segundo a entidade.

A FUP defende que a Petrobras amplie o parque nacional de refino e fortaleça a presença em toda a cadeia do setor, o que inclui distribuição e comercialização.

“Uma Petrobras integrada amplia a segurança do abastecimento, reduz a vulnerabilidade do país às oscilações externas e contribui para maior estabilidade na formação dos preços dos combustíveis no mercado doméstico”, disse um trecho da nota enviada a Agência Brasil.

Reajuste


O valor do diesel vendido às distribuidoras será reajustado em R$ 0,38 por litro a partir de sábado, 14 de março. Em comunicado, a estatal explica que o preço médio do diesel praticado pela companhia para as distribuidoras aumentará para R$ 3,65 por litro, e a participação da Petrobras no preço do diesel B será, em média, de R$ 3,10.

O diesel A é o vendido nas refinarias, antes de ser misturado a biocombustíveis. Já o diesel B é o comercializado nos postos ao consumidor final, depois de as distribuidoras efetuarem a mistura obrigatória.

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A companhia explicou que o reajuste do diesel foi mitigado por medidas para conter a escalada do preço do combustível, anunciadas na quinta-feira (12) pelo governo federal. Mesmo assim, o aumento do preço do petróleo no mercado internacional, em meio à guerra no Oriente Médio, exerce pressão sobre o preço.

A ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã completa duas semanas nesta sexta-feira. Uma das formas de retaliação do Irã é o bloqueio do Estreito de Ormuz, ligação marítima entre os golfos Pérsico e de Omã, ao sul do Irã. Por lá passam 20% da produção mundial de petróleo e gás.

O gargalo na região pressiona a oferta de petróleo no mercado internacional, o que eleva a cotação dos preços. Nesta sexta-feira, o contrato futuro do barril de petróleo Brent, preço de referência, está negociado perto de US$ 100 (equivalente a cerca de R$ 520).

Há duas semanas, a cotação estava cerca de US$ 70. Ou seja, em 15 dias subiu cerca de 40%. O Irã chegou a alertar o mundo para se preparar para o petróleo a US$ 200.

Agência Brasil 

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