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Bolsonaro apresenta boa evolução clínica após cirurgia e consegue andar em corredor de hospital

O ex-presidente segue sem poder receber visitas e, até o momento, não há previsão de alta da UTI.

15 de abril de 2025 às 11:09   - Atualizado às 11:09

Bolsonaro caminhando após cirurgia.

Bolsonaro caminhando após cirurgia. Foto: Reprodução

Um vídeo divulgado na manhã desta terça-feira, 15 de abril, mostra o ex-presidente Jair Bolsonaro caminhando com auxílio nos corredores da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília. A gravação, publicada em sua página oficial no Instagram, registra o momento em que ele realiza deambulação assistida, acompanhado por profissionais de saúde. (Veja vídeo abaixo).

Segundo o próprio Bolsonaro, esta foi a cirurgia mais invasiva desde o atentado a faca sofrido durante a campanha presidencial de 2018, em Juiz de Fora, Minas Gerais. O procedimento, realizado no domingo (13), teve duração de aproximadamente 12 horas e foi necessário devido a uma obstrução intestinal provocada por aderências — tecido cicatricial que se forma após cirurgias abdominais.

De acordo com o boletim médico, a intervenção foi realizada sem intercorrências e não houve necessidade de transfusão sanguínea. “A obstrução intestinal era resultante de uma dobra do intestino delgado que dificultava o trânsito intestinal e que foi desfeita durante o procedimento de liberação das aderências”, informou o hospital no sábado (12).

O ex-presidente permanece internado na UTI, onde segue com boa evolução clínica, sem dores, sangramentos ou outras complicações. Durante o dia, ele apresentou avanços no quadro, sentando-se no leito e iniciando pequenas caminhadas assistidas. A alimentação ainda é feita por via venosa e não há previsão para retomada da dieta oral.

A cirurgia foi conduzida pelo médico Cláudio Birolini, chefe da equipe responsável. Ele explicou que foram necessárias cerca de duas horas para acessar a cavidade abdominal e outras quatro para a liberação das aderências.

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“É importante saber que não está escrito nos livros o que a equipe deve fazer. Assim, nós tomamos a decisão com base no que foi achado. Nós fizemos o ‘arroz com feijão’ e o resultado foi satisfatório”, afirmou.

As aderências intestinais são comuns em pacientes que passaram por intervenções abdominais e, embora possam ser assintomáticas, também podem causar complicações, como no caso de Bolsonaro. De acordo com Birolini, “não esperamos uma evolução rápida, porque o intestino precisa descansar e desinflamar para podermos retomar a alimentação oral”.

Por orientação médica, o ex-presidente segue sem receber visitas e não há previsão de alta hospitalar. Desde o atentado em 2018, esta foi a sétima cirurgia à qual Bolsonaro foi submetido. 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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