Gabriel Galípolo que irá presidir o Banco Central. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, destacou nesta quarta-feira, 12 de fevereiro, que a instituição tem ferramentas para colocar a Selic em nível restritivo e seguir nessa direção.
Ao participar no período da manhã do seminário sobre Política Monetária Brasileira, promovido pelo Instituto de Estudos de Política Econômica/Casa das Garças (IEPE/CdG), no Rio, ele manteve a linha das mensagens do Comitê de Política Monetária (Copom), com a indicação de mais uma alta de juro na magnitude de 1 ponto porcentual para março. Galípolo nada falou sobre maio, mas enfatizou a disponibilidade das ferramentas.
"O BC tem as ferramentas para colocar juro em nível restritivo e seguir nessa direção", afirmou.
Ainda, ao falar mais uma vez sobre o cenário fiscal, Galípolo disse que o "BC não pode cruzar linha e transcender o quadrado da autoridade monetária".
Ao comentar nesta quarta-feira, 12, os dados do setor de serviços de dezembro de 2024, que segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou crescimento em relação a igual mês em 2023 com quatro das cinco atividades de serviços registrando avanços, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, deixou claro que a autoridade monetária "vai tomar o tempo necessário para ter certeza de que os novos dados são uma tendência".
Galípolo fez a afirmação durante seminário sobre Política Monetária Brasileira, promovido pelo Instituto de Estudos de Política Econômica/Casa das Garças (IEPE/CdG), no Rio de Janeiro
De acordo com Galípolo, no curto prazo, a inflação ficará fora da meta. Ele disse que poderá ocorrer uma desaceleração da economia e que o BC deve ser mais parcimonioso quando faz um movimento do juro para baixo.
"Temos assistido, e é normal que a partir de agora, todos os agentes de mercado passem a dar mais atenção para olhar os dados de atividade econômica, absolutamente normal. Mas como a gente comentou já na comunicação oficial, até porque esses dados são dados de alta frequência, eles apresentam uma certa volatilidade Algumas vezes sensações de que aquilo estava representando uma tendência que depois não se confirmaram", observou o banqueiro central.
"Cabe agora o Banco Central ter a devida parcimônia e serenidade na observação desses dados, para que a gente tenha tempo suficiente para observar que qualquer tipo de situação que a gente tem acompanhado", disse o presidente do BC.
Ainda sobre os dados dos Serviços divulgados nesta quarta, ele emendou que está sendo analisada a composição para que se possa fazer uma discussão absolutamente pertinente sobre a composição deles.
"O Banco Central vai tomar o tempo necessário para ter a certeza de que os dados que estão chegando são dados que confirmam uma tendência e não simplesmente volatilidade de dados de alta frequência. Então, acho que essa é a perspectiva que a gente tem", reforçou.
Estadão Conteúdo
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