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Anvisa determina apreensão de lotes falsificados de medicamento contra câncer e anestésico

A agência orienta que caso os produtos sejam identificados, seja por pacientes ou profissionais da saúde, os mesmos não devem ser utilizados.

Ricardo Lélis

26 de setembro de 2025 às 16:34   - Atualizado às 16:34

Medicamentos.

Medicamentos. Foto: Agência Brasil.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou na quinta-feira, 25 de setembro, a apreensão de um lote falsificado de Keytruda, medicamento usado no tratamento contra o câncer, e do anestésico Oppy.

Lotes de uma solução fisiológica da indústria farmacêutica Equiplex também foram alvo das ações de fiscalização.

No caso do Keytruda, usado no tratamento de tumores de pulmão, cabeça e pescoço e estômago, a Anvisa determinou a apreensão do lote Y005786, e sua comercialização, distribuição e uso foram proibidos.

A ação ocorreu depois que a farmacêutica Merck, responsável pelo registro do remédio, identificou unidades desse lote no mercado com características diferentes das originais.

Segundo a Anvisa, o rótulo do produto apresenta defeitos de formatação, texto e pontuação que não são consistentes com os rótulos produzidos pela empresa. As tampas usadas no medicamento falsificado também não têm a mesma qualidade das utilizadas no produto original.

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Também foi determinada a apreensão de um lote falsificado de Oppy, anestésico usado para dores intensas, após o laboratório que possui o registro do medicamento notificar a Anvisa.

A agência afirma que produtos do lote 48170003 apresentam um sistema de abertura por anel de ruptura, com tinta de cor verde, características completamente diferentes das do produto original

Equiplex

Outra ação de fiscalização ordenou o recolhimento de lotes da solução fisiológica de cloreto de sódio Equiplex (9 mg/ml Sol Inj IV Cx 70 Fr Plas Pe Trans Sist Fech X 100 ml). Três lotes estão suspensos e não devem ser comercializados, distribuídos ou consumidos: 2511697, 2511701 e 2419158.

A medida foi tomada após um laudo da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre indicar a presença de um "material estranho" dentro da bolsa do soro.

O Estadão tentou contato com a Equiplex Indústria Farmacêutica Ltda., responsável pelo produto, por meio do número informado no site da empresa, mas as ligações não foram atendidas.

Orientações

Caso sejam identificados produtos pertencentes a esses lotes, seja por pacientes ou profissionais da saúde, os mesmos não devem ser utilizados.

Além disso, é importante comunicar a Anvisa, pelos canais de atendimento, ou a Vigilância Sanitária local, por meio dos canais disponíveis para consulta no portal da agência.

Estadão Conteúdo

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