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Aneel: conta de luz continuará com acréscimo da bandeira amarela em junho

Segundo a agência, o anúncio ocorre devido ao período seco no Brasil, o que leva a uma geração hidrelétrica menor e ao acionamento de usinas termelétricas, com custo mais elevado.

Ricardo Lélis

29 de maio de 2026 às 19:34   - Atualizado às 19:34

Pessoa mexendo na lâmpada.

Pessoa mexendo na lâmpada. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) confirmou nesta sexta-feira, 29 de maio, que a bandeira tarifária no mês de junho permanecerá amarela.

Em consequência, os consumidores de energia elétrica terão custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

O anúncio ocorre devido ao período seco no Brasil, o que leva a uma geração hidrelétrica menor e ao acionamento de usinas termelétricas, com custo mais elevado.

De janeiro a abril deste ano, a bandeira tarifária permaneceu verde, refletindo as condições favoráveis de geração.Em maio, foi acionada a bandeira amarela e essa situação permanece para o mês de junho.

Adotado pela ANEEL em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias é uma ferramenta essencial de transparência, permitindo que os consumidores acompanhem, mês a mês, as condições de geração de energia no País.

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Com o acionamento da bandeira amarela, a ANEEL reforça que os consumidores devem cultivar bons hábitos de consumo para evitar desperdícios e contribuir para a sustentabilidade do setor elétrico.

Agência Nacional de Energia Elétrica

Aneel quer reduzir contas

Consumidores de 22 distribuidoras de energia do país terão a conta de luz barateada após a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovar no dia 19 de maio, as regras para devolver até R$ 5,5 bilhões aos consumidores por meio de descontos nas contas de luz de clientes das regiões Norte e Nordeste, além do Mato Grosso e de partes de Minas Gerais e do Espírito Santo.

Segundo a agência, o objetivo é aliviar o valor das tarifas em regiões que possuem custos mais altos de geração e distribuição de energia, especialmente em áreas isoladas que dependem de usinas movidas a diesel.

O desconto médio estimado nas tarifas pode chegar a 4,51%, mas o percentual final ainda dependerá do valor total arrecadado e dos reajustes tarifários de cada distribuidora ao longo de 2026.

Os recursos virão de um encargo chamado Uso de Bem Público (UBP), valor pago pelas usinas hidrelétricas à União pelo uso dos rios para geração de energia elétrica.

Na prática, embora o pagamento seja feito pelas geradoras, esse custo acaba sendo incluído nas tarifas cobradas pelas distribuidoras e repassado aos consumidores.

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