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Alimentos têm queda de preços pelo quarto mês seguido no Brasil, aponta IBGE

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou negativo em -0,26% no grupo alimentação e bebidas.

Fernanda Diniz

10 de outubro de 2025 às 14:48   - Atualizado às 15:01

Produtos em mercado.

Produtos em mercado. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil/Arquivo

O preço dos alimentos caiu pelo quarto mês seguido no Brasil. Em setembro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou negativo em -0,26% no grupo alimentação e bebidas.

O IPCA é o índice que mede a inflação oficial do país. Nos últimos quatro meses, alimentos e bebidas apresentaram deflação, situação em que os preços ficam mais baratos (inflação negativa). O recuo acumulado ficou em -1,17%.

Os alimentos que apresentaram queda mais acentuada de preços foram tomate (-11,52%), cebola (-10,16%), alho (-8,70%), batata (-8,55%) e arroz (-2,14%).

No caso da alimentação no domicílio, a deflação ficou em -0,41% em setembro, contra queda de -0,83% anotada em agosto.

Desaceleração

A alimentação fora do domicílio apresentou desaceleração entre agosto (0,50%) e setembro (0,11%). De acordo com o IBGE, o subitem lanche recuou de 0,83% para 0,53%.

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A queda, em alguns casos, e a desaceleração dos preços, em outros, influenciaram o resultado geral do mês de setembro, quando a inflação oficial do país (IPCA) ficou em 0,48%. No acumulado de 12 meses, o índice acumula 5,17%.

Em agosto, o IPCA do país foi negativo, em -0,11%, caracterizando-o também como de deflação.

Outros levantamentos do IBGE 

Dados do Censo Demográfico 2022, divulgados na quinta-feira, 9 de outubro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que 30,6% dos trabalhadores do Recife levam entre 30 minutos e uma hora para chegar ao local de trabalho. Em Pernambuco, essa proporção é menor, atingindo 21,9%.

Na capital, a maioria dos ocupados está na faixa de até um salário mínimo, grupo em que o deslocamento de até uma hora é o mais frequente, 194.438 pessoas (37%). Considerando todos os rendimentos, o trajeto de até meia hora aparece como o mais comum.

Entre os recifenses que enfrentam mais de quatro horas de deslocamento diário, 377 recebem até um salário mínimo (41%), enquanto apenas 42 pessoas ganham entre 3 e 5 salários mínimos nessa condição.

O carro e o ônibus são os meios de transporte mais usados no Recife, praticamente empatados: 171.264 e 171.011 usuários, respectivamente. Já o transporte aquaviário é o menos utilizado, com 340 pessoas. Há ainda 4.176 usuários de BRT e 3.501 de mototáxi.

Em Pernambuco, a maior concentração de trabalhadores está entre os que recebem de meio a um salário mínimo e gastam de 15 a 30 minutos no trajeto, 295.594 pessoas. As viagens de mais de quatro horas são raras (11.987 pessoas), predominando entre quem ganha até um salário mínimo (8.062).

Os dois principais meios de transporte no estado são o deslocamento a pé (661.357 pessoas) e o ônibus (587.796). O uso de embarcações (2.864) e de caminhonetes adaptadas (8.902) aparece entre os menores índices.

A força de trabalho de Pernambuco soma 3,64 milhões de pessoas, das quais 91,6% estão ocupadas e 8,4% desocupadas. Outras 3,65 milhões foram classificadas como fora da força de trabalho.

As maiores taxas de ocupação foram registradas em Fernando de Noronha (84,3%), Toritama (65,3%) e Santa Cruz do Capibaribe (65%). As menores aparecem em Betânia (25,8%), Quixaba (24,3%) e Manari (19,9%).

O levantamento ainda mostra que 27,5% da força de trabalho estadual não têm instrução ou não concluíram o fundamental, com destaque para Pedra (53,1%). Apenas 18% têm ensino superior completo, índice mais alto no Recife (32,4%). O ensino médio completo é o nível predominante (40,6%).

O estudo também identificou 5.941 casos de trabalho infantil entre 10 e 13 anos. As maiores ocorrências foram em Capoeiras (16%), Alagoinha (5,5%) e Toritama (5,4%). O rendimento mediano dessas pessoas era de R$ 250, chegando a R$ 100 em Águas Belas e Limoeiro.

 

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