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Alckmin comenta sobre política monetária e defende Federal Reserve: "É uma medida inteligente"

O vice argumenta que ações devem ser estudadas pelo Banco Central.

Eduarda Queiroz

24 de março de 2025 às 15:52   - Atualizado às 15:52

Vice-presidente da República, Geraldo Alckmin

Vice-presidente da República, Geraldo Alckmin Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, voltou a elogiar o foco do Federal Reserve (Fed, banco central americano) nas decisões sobre política monetária ao núcleo de inflação, que exclui itens voláteis como alimentos e energia.

Para Alckmin, a medida é inteligente e deve ser estudada pelo Banco Central.

"É uma medida inteligente. Realmente aumenta os juros naquilo que pode ter mais efetividade na redução da inflação", frisou.

"A inflação não é neutra e atinge muito mais o assalariado, que todo dia vê o seu salário perder o poder aquisitivo. Entendo sim que é uma medida que deve ser estudada pelo Banco Central brasileiro", disse.

Alckmin argumentou, no caso dos alimentos, que alterações climáticas elevam o preço dos itens - e não será o juro alto capaz de reduzir o preço.

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"Não adianta aumentar os juros que não vai chover", afirmou, durante o evento Rumos 2025, organizado pelo jornal Valor Econômico.

"Só prejudica a economia e, no caso do Brasil, pior ainda, porque aumenta a dívida pública", frisou.

Alckmin ainda usou o comportamento do petróleo como exemplo.

"Não adianta aumentar juros que não vai baixar o preço do barril de petróleo. É guerra, é geopolítica", disse.

Alckmin sobre tarifas dos EUA

O vice-presidente fez no dia 21 de fevereiro, uma defesa da negociação, ao invés da retaliação, no momento em que o Brasil busca um acordo diante das tarifas que passaram a ser aplicadas pelos Estados Unidos sobre o aço e o alumínio.

"Olha, olho por olho, o máximo que pode acontecer é todo mundo ficar cego, tem que ser ganha-ganha. Precisamos aproveitar as nossas competitividades, aproveitar as nossas vantagens competitivas para fazer complementariedade econômica", declarou Alckmin em evento, em São Paulo, com executivos de multinacionais alemães.

Durante o encontro, Alckmin prometeu trabalhar por um acordo de não bitributação nos fluxos de capital entre os países.

Ele vai aguardar estudos dos empresários para convencer o Ministério da Fazenda e a Receita Federal que não haverá perda de arrecadação

O suplente salientou ainda o acordo "histórico" entre Mercosul-União Europeia.

"Agora é implementá-lo, tenho cobrado o Itamaraty, está na fase de tradução para os vários idiomas aí, mas vamos acelerar", disse.

 

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