A decisão do ministro do STF foi proferida após o dono da rede social, Elon Musk, fechar o escritório da plataforma no país e se negar a indicar um representante da plataforma para responder a intimações na Justiça.
BRASIL amanhece com X bloqueado gradual, neste sábado (31), após ordem de Moraes. Fotos: Rosinei Coutinho/STF e Reprodução. Edição: Portal de Prefeitura
A pesquisa da AtlasIntel, divulgada na quarta-feira, 4 de setembro, revelou que a maioria dos brasileiros vê motivação política na decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, de suspender a rede social X no Brasil, pertencente ao bilionário Elon Musk.
Conforme o estudo, 56,5% dos participantes concordam com essa visão, enquanto 41,7% veem a decisão como técnica.
Quando questionados sobre a concordância com a decisão, os resultados mostram divisão: 50,9% não concordam e 48,1% concordam.
O levantamento também abordou a questão do suposto excesso na decisão de aplicar multas diárias de 50 mil reais aos usuários que tentassem acessar a plataforma X via VPN.
Nesse ponto, 64,5% dos entrevistados consideram que houve exagero por parte de Moraes, enquanto 34,7% apoiam a medida.
Além disso, a AtlasIntel perguntou se as ações do STF contra a plataforma X são vistas como prejudiciais à democracia brasileira.
Uma parcela de 54,4% dos entrevistados acredita que sim, em contraste com 44,9% que não pensam dessa forma.
Em outro aspecto, 49,7% dos entrevistados apoiam Moraes no confronto com Elon Musk, proprietário da X, enquanto 43,9% estão ao lado do empresário.
A pesquisa da AtlasIntel foi realizada online com 1.617 indivíduos entre os dias 3 e 4 de setembro, apresentando uma margem de erro de dois pontos percentuais.
Dos entrevistados, apenas 28,6% utilizavam a plataforma X antes do bloqueio, e 5,6% continuaram a usar a plataforma através de VPN após o bloqueio.
O senador licenciado Rogério Marinho (PL-RN) disse na quarta-feira, 4 de setembro, que a oposição vai protocolar na próxima segunda-feira, 9, o pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
A oposição tem recolhido assinaturas em um abaixo-assinado virtual contra o ministro. Segundo os organizadores, já há mais de 1 milhão de assinaturas.
Marinho e vários parlamentares da oposição realizaram uma entrevista coletiva na tarde desta quarta no Senado para divulgar um manifesto em que criticam a atuação de Moraes, principalmente nos casos envolvendo a investigação de bolsonaristas por supostos atos que atentam contra a democracia
"No dia 9, às 16h, estaremos aqui, deputados, senadores e sociedade civil, para materializarmos esse gesto que está amparado na Constituição, já que é o Senado que tem o dever de sair da inércia e permitir que a sociedade possa avaliar se essas medidas heterodoxas ao longo dos últimos anos (foram corretas)", disse Marinho.
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O ex-governador de Pernambuco afirmou que pode retomar as atividades na instituição após cumprir o período de quarentena previsto na legislação.
A fala do petista ocorre em meio a outras iniciativas que buscam atrair as mulheres. Uma delas é o Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio.
O deputado era casado com a parlamentar Fernanda Melchionna, que também pertence à mesma sigla.
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