Lula e José Dirceu Foto: Arquivo/ DIvulgação
O ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, declarou durante uma reunião do Partido dos Trabalhadores (PT), na última sexta-feira, 28 de março, que os “mensaleiros” nunca saíram da política, nem deixaram de ocupar posições de destaque dentro da legenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (assista o vídeo abaixo).
A afirmação ocorreu em meio às críticas sobre a candidatura do ex-prefeito de Araraquara, Edinho Silva, ao comando do partido.
"Alguns dos nossos críticos da candidatura do Edinho [Silva] dizem que os mensaleiros querem voltar. Primeiro, eu nunca saí. Nem o Delúbio [Soares], nem o Vaccari [Neto], nem o João Paulo [Cunha]. Nós nunca saímos", disse Dirceu, sendo aplaudido pelos presentes.
O ex-ministro petista José Dirceu afirmou, no último sábado, 29 de março, que o PT precisa de "uma grande mudança", além da necessidade de "se reconstruir de baixo para cima".
"O mundo mudou, o Brasil mudou. O PT precisa de certa forma, de baixo para cima, se reconstruir: sedes, filiações, como está fazendo, e principalmente digitalizar o partido. Entrar nas redes, usar esse instrumento tão importante para formar, informar e mobilizar a militância. Inclusive, no futuro, para tomar decisões" , declarou o ex-ministro em entrevista ao Poder360.
Dirceu, que já presidiu o PT de 1995 a 2002, chegando a ser o braço direito do presidente Lula, também pontuou sobre a necessidade da legenda fortalecer a frente ampla para que o líder petista possa disputar a reeleição em 2026.
"O partido volta também a fortalecer tanto a rente Ampla, que elegeu Lula, como a frente de esquerda. Hoje, nós temos uma federação com PV e PCdoB, mas precisamos estar unidos em 2026 com o PDT, o PSB, o Psol e a Rede, e ampliar essa aliança. Lula vai precisar de um palanque para derrotar o bolsonarismo – ou na figura do [Jair] Bolsonaro ou do Tarcísio [ de Freitas] –, amplo" , afirmou.
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