Lula e José Dirceu Foto: Reprodução/ Redes Sociais
O ex-ministro petista José Dirceu afirmou, neste sábado, 29 de março, que o PT precisa de "uma grande mudança", além da necessidade de "se reconstruir de baixo para cima".
"O mundo mudou, o Brasil mudou. O PT precisa de certa forma, de baixo para cima, se reconstruir: sedes, filiações, como está fazendo, e principalmente digitalizar o partido. Entrar nas redes, usar esse instrumento tão importante para formar, informar e mobilizar a militância. Inclusive, no futuro, para tomar decisões" , declarou o ex-ministro em entrevista ao Poder360.
Dirceu, que já presidiu o PT de 1995 a 2002, chegando a ser o braço direito do presidente Lula, também pontuou sobre a necessidade da legenda fortalecer a frente ampla para que o líder petista possa disputar a reeleição em 2026.
"O partido volta também a fortalecer tanto a rente Ampla, que elegeu Lula, como a frente de esquerda. Hoje, nós temos uma federação com PV e PCdoB, mas precisamos estar unidos em 2026 com o PDT, o PSB, o Psol e a Rede, e ampliar essa aliança. Lula vai precisar de um palanque para derrotar o bolsonarismo – ou na figura do [Jair] Bolsonaro ou do Tarcísio [ de Freitas] –, amplo" , afirmou.
Ainda durante a entrevista ao Poder360, Dirceu apontou ser necessário ter uma estratégia contra quatro principais governadores que fazem oposição ao presidente Lula: Tarcísio de Freitas (Republicanos) – governador de São Paulo; Ronaldo Caiado (União Brasil) – governador de Goiás; Romeu Zema (Novo) – governador de Minas Gerais; e Ibaneis Rocha (MDB) – governador do Distrito Federal.
"Precisamos potencializar a oposição a Zema, Caiado, Tarcísio e Ibaneis. Da mesma forma que eles fazem oposição aos nossos governos e ao governo Lula", declarou.
Dirceu ainda salientou que a direita está dividida. “Esse é um problema deles, porque eles estão divididos. Nós temos um candidato que é o presidente Lula. Eles estão divididos. É o Caiado para um lado, o Zema por outro, o Ratinho Júnior [governador do Paraná] por outro, e o Tarcísio esperando que o Bolsonaro não seja candidato. O Bolsonaro já disse que vai ser candidato, que vai ficar ali na indicação até agosto [de 2026] . Então, a direita está com um grande problema. Nós não, nós temos um candidato”, pontua.
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As obras serão realizadas em parceria com a União, por meio do Programa Minha Casa, Minha Vida, que financia as unidades habitacionais.
Petista passa por um momento de pico de sua rejeição nos últimos meses. Em março de 2026, por exemplo, 56% diziam que não votariam nele de forma alguma.
Entre os entrevistados, 5% disseram estar indecisos, enquanto 11% afirmaram que votariam em branco, nulo ou não pretendem votar.
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