Vereadora Jô Cavalcanti. Foto: Divulgação
Durante sessão da Câmara Municipal do Recife desta segunda-feira, 3 de novembro, a vereadora Jô Cavalcanti (PSOL) se envolveu em uma polêmica após chamar um colega de oposição de “bandido” durante o debate sobre a megaoperação policial no Rio de Janeiro, que resultou em 121 mortes, incluindo quatro policiais e 117 suspeitos de envolvimento com o crime organizado.
A discussão começou quando Jô Cavalcanti discursava criticando a operação, que tem sido classificada por movimentos sociais e entidades de direitos humanos como uma das mais letais da história do país. Em sua fala, a parlamentar lamentou a perda de vidas e questionou a condução das ações policiais nas comunidades do Rio.
Enquanto ela discursava, um vereador da oposição a interrompeu, afirmando que as pessoas mortas eram “bandidos”. A vereadora reagiu de forma imediata e rebateu: “Bandido é quem está falando”.
O plenário ficou agitado logo após a declaração. Parte dos vereadores da oposição reagiu com protestos e exigiu retratação. No momento, não foi possível identificar qual vereador foi diretamente alvo da fala de Jô Cavalcanti, mas a reação foi generalizada entre os parlamentares contrários à sua posição.
Entre os vereadores que subiram à tribuna para contestar a declaração estavam Eduardo Moura (Novo), Felipe Alecrim (Novo), Thiago Medina (PL), Gilson Machado Filho (PL), Paulo Muniz (PL), Alef Collins (PP) e Fred Ferreira (PL). Todos criticaram o tom usado pela vereadora e afirmaram que pretendem levar o caso ao Conselho de Ética da Câmara.
A operação citada pela parlamentar foi realizada na última terça-feira (28) nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro. Segundo informações divulgadas pelo secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegado Felipe Curi, a ação teve como alvo o Comando Vermelho, uma das principais facções criminosas do estado.
O saldo final foi de 121 mortos, além de 113 pessoas presas, sendo 33 de outros estados, como Amazonas, Ceará, Pará e Pernambuco.
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A base para os indiciamentos dessas autoridades é o caso do Banco Master, que tramita no Supremo. O relatório da CPI, de 221 páginas, ainda precisa ser aprovado pela comissão.
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