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Câmara do Recife faz 1 minuto de silêncio por "todos os mortos" da megaoperação no Rio de Janeiro

A iniciativa partiu da vereadora Cida Pedrosa (PCdoB), que classificou a ação como uma "chacina".

Redação

03 de novembro de 2025 às 13:46   - Atualizado às 13:46

Câmara do Recife faz 1 minuto de silêncio por "todos os mortos" da megaoperação no Rio de Janeiro.

Câmara do Recife faz 1 minuto de silêncio por "todos os mortos" da megaoperação no Rio de Janeiro. Foto: Divulgação

A sessão da Câmara Municipal do Recife desta segunda-feira, 3 de novembro, ficou acalorada após um pedido de homenagem às vítimas da megaoperação policial realizada no Rio de Janeiro. A iniciativa partiu da vereadora Cida Pedrosa (PCdoB), que solicitou um minuto de silêncio em memória de "todos os mortos" durante a ação.

O gesto ocorreu em contraponto à solicitação anterior do vereador Gilson Machado Filho (PL), que havia pedido homenagem exclusiva aos quatro policiais mortos.

O tema gerou reações no plenário e nas galerias da Casa de José Mariano. Gilson Machado afirmou que os policiais eram as “verdadeiras vítimas” da operação. Em resposta, Cida Pedrosa destacou que o minuto de silêncio deveria lembrar todas as vidas perdidas, tanto as dos agentes de segurança quanto as suspeitos mortos no Morro da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro.

O pedido da vereadora do PCdoB foi recebido com aplausos de parte do público presente. Gilson Machado contestou a homenagem proposta pela colega e pediu que a decisão fosse revista. Segundo ele, os mortos, com exceção dos policiais, seriam “100% bandidos” e não deveriam receber o mesmo tipo de homenagem.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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No fim, foi decretado um minuto de silêncio para os quatro policiais e também para "todos os mortos" na megaoperação.

A discussão ocorreu após o secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegado Felipe Curi, divulgar o balanço oficial da operação. De acordo com o levantamento, 121 pessoas morreram na ação realizada na terça-feira (28) nos complexos do Alemão e da Penha, zonas de atuação do Comando Vermelho, principal facção criminosa do estado.

Entre os mortos na megaoperação, quatro eram policiais e 117 eram suspeitos de envolvimento com o crime organizado, segundo informou o secretário. A megaoperação também resultou em 113 prisões, sendo 33 delas de pessoas oriundas de outros estados, incluindo Amazonas, Ceará, Pará e Pernambuco. A ação foi considerada a mais letal da história do Rio de Janeiro.

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