Vereador Senival Moura. Foto: Divulgação
O vereador de São Paulo Senival Moura (PT), preso na última quinta-feira (25), movimentou pelo menos R$ 2,3 milhões em recursos sem origem declarada entre janeiro de 2019 e maio de 2022, segundo informações da investigação conduzida pela Polícia Civil de São Paulo e pelo Ministério Público do Estado (MPSP). Os dados fazem parte da operação Última Parada, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) por meio da empresa de ônibus Transunião.
De acordo com o relatório da investigação, o parlamentar também recebeu ao menos R$ 250 mil em depósitos feitos em espécie durante o período analisado. As autoridades apontam que esse tipo de movimentação financeira integra um conjunto de operações consideradas incompatíveis com a origem formal dos recursos declarados.
Os investigadores afirmam que a análise das contas bancárias de Senival Moura identificou movimentações financeiras que despertaram suspeitas sobre a origem do dinheiro. Além dos depósitos em espécie, o levantamento registrou aproximadamente R$ 81 mil em cheques, entre valores depositados e devolvidos, além de outras despesas e operações financeiras descritas no relatório.
Segundo a Polícia Civil, o volume de recursos movimentados sem comprovação de origem representa um dos principais elementos da investigação. O documento destaca que existe uma possível diferença entre a capacidade econômica oficialmente conhecida do vereador, o patrimônio declarado e a circulação financeira identificada durante as apurações.
Conforme a representação apresentada pelas autoridades, a investigação busca esclarecer se parte desses recursos teria origem em um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo a empresa de transporte coletivo Transunião. Os investigadores sustentam que, mesmo sem integrar oficialmente o quadro societário da concessionária, Senival Moura exerceria influência sobre decisões administrativas da empresa.
Outro ponto citado pela investigação envolve o assassinato de Adauto Soares Jorge, ex-diretor da Transunião. O crime aconteceu em 2020, em uma padaria localizada na zona leste da capital paulista.
Segundo a Polícia Civil, Adauto era apontado como operador de Senival Moura dentro da empresa de ônibus. As autoridades afirmam que o homicídio teria ocorrido como uma suposta retaliação do PCC por causa de alegados desvios de dinheiro da facção. O relatório também menciona que o vereador teria sido posteriormente perdoado pelos integrantes da organização criminosa.
Os investigadores afirmam que a relação entre os recursos provenientes da concessionária e as movimentações financeiras atribuídas ao parlamentar representa um dos principais focos da apuração. O documento destaca que os elementos reunidos até o momento reforçam a necessidade de aprofundar a investigação.
A investigação também utiliza mensagens encontradas no celular de Adauto Soares Jorge. Segundo a Polícia Civil, os diálogos mostram negociações relacionadas à movimentação de dinheiro e ao pagamento de grandes quantias em espécie.
De acordo com os investigadores, algumas conversas mencionam pagamentos semanais de R$ 70 mil destinados a "acertar os cara". Conforme o relatório policial, essas movimentações dependeriam da autorização ou da intervenção prévia de Senival Moura.
As mensagens também utilizam diferentes apelidos para se referir ao vereador. Segundo a Polícia Civil, ele aparece identificado como "veio", "extrema" e "presidente" em parte dos diálogos analisados durante a investigação.
1
2
3
4
05:29, 12 Ago
23
°c
Fonte: OpenWeather
Desempenho do candidato do Missão entre eleitores de 16 a 24 anos chama atenção e revela espaço para avanço na disputa presidencial
Em reunião no Recife, ao lado do candidato e de Lula da Fonte, a deputada destacou a parceria construída entre os três.
A Polícia Federal informou que a investigação teve início a partir da análise de prestações de contas eleitorais e partidárias submetidas à Justiça Eleitoral,
mais notícias
+