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Vereador do PL é preso por suspeita de ajudar o TCP

As investigações apontam que o parlamentar teria oferecido suporte logístico e operacional à facção em troca de benefícios financeiros e eleitorais.

Redação

25 de novembro de 2025 às 09:52   - Atualizado às 09:54

Vereador do PL é preso por suspeita de ajudar o TCP.

Vereador do PL é preso por suspeita de ajudar o TCP. Foto: Reprodução/TV Globo

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, nesta terça-feira, 25 de novembro, o vereador Ernane Aleixo (PL), de São João de Meriti, durante a Operação Muro de Favores. A ação mira um grupo ligado ao Terceiro Comando Puro (TCP), facção que atua em várias regiões da Baixada Fluminense. Os agentes cumpriram a prisão no início da manhã, após arrombarem o portão da casa do parlamentar. Outras quatro pessoas também foram detidas.

As investigações apontam que o vereador, terceiro mais votado nas últimas eleições municipais, teria oferecido suporte logístico e operacional à facção em troca de benefícios financeiros e eleitorais. Os investigadores reuniram áudios e mensagens que sugerem a entrega de maquinário e estrutura para erguer barricadas em Vilar dos Teles, dificultando a atuação das forças de segurança e o acesso regular de serviços públicos às comunidades da região.

O delegado Vinícius Miranda afirmou que encontrou indícios de uma “troca de favores” entre o vereador e integrantes da facção. Ele destacou que, além da relação apontada pelas mensagens, houve o uso de equipamento que seria de origem pública para construir as barreiras, algo que, segundo a polícia, agrava a situação. Durante a busca na residência de Ernane, os agentes apreenderam dinheiro em espécie.

A operação cumpriu oito mandados de prisão e 36 de busca e apreensão, todos expedidos pela 2ª Vara Criminal de São João de Meriti. A ação foi coordenada pela Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro e integra a estratégia Barricada Zero, implementada pelo governo do estado para remover bloqueios e recuperar áreas dominadas por facções.

De acordo com os investigadores, o TCP mantinha uma rede de articulações com políticos locais, o que ajudava a facção a consolidar sua presença em áreas como Trio de Ouro, em Meriti, e Guacha e Santa Tereza, em Belford Roxo. Essa atuação envolveria, além da construção de barricadas, negociações de vagas de emprego em um hospital da Baixada em troca de apoio político.

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O núcleo investigado era comandado por Marlon Henrique da Silva, conhecido como Pagodeiro, preso no ano passado. Ele é apontado como braço direito de Geonário Fernandes Pereira Moreno, o Genaro, identificado como liderança do TCP na região. Pagodeiro confessou ter assassinado três pessoas durante um confronto entre facções rivais há dois anos, incluindo uma mulher. Nesta terça-feira, agentes também prenderam Luciana Adelia Theofilo, companheira de Pagodeiro.

A Polícia Civil afirma que o objetivo da operação é desarticular a estrutura financeira e hierárquica do grupo, além de retomar gradualmente o controle estatal de áreas que apresentam forte atuação do tráfico. As equipes vêm identificando pontos de arrecadação, mecanismos de lavagem de dinheiro e estratégias usadas para manter influência sobre moradores e comerciantes. Os investigadores apontam que o grupo atuava em crimes como tráfico de drogas, homicídios, extorsão e ocultação de recursos ilícitos.

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