Pernambuco, 14 de Outubro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Voto de legenda nas Eleições 2026 é o menor em série histórica de três décadas, aponta TSE

Nessa modalidade, o eleitor digita na urna apenas o número do partido, e não o de um candidato a deputado federal, estadual ou distrital específico.

Ricardo Lélis

14 de outubro de 2026 às 16:20   - Atualizado às 16:23

Urna eletrônica.

Urna eletrônica. Foto: Agência Brasil/ Arquivo

O voto de legenda registrou nestas eleições a menor proporção em relação ao total de votos desde o início do registro na base de dados do TSE, em 1998.

Nesse tipo de voto, o eleitor digita na urna apenas o número do partido, e não o de um candidato a deputado federal, estadual ou distrital específico. Mesmo sem ser destinado a nenhum postulante, o voto ajuda a legenda a conquistar cadeiras no sistema proporcional.

Entre os 122,9 milhões de votos para a Câmara dos Deputados, incluindo brancos e nulos, 3,4 milhões foram destinados às legendas e não a um candidato, o que equivale a 2,8% do total.

Em 1998, esse tipo de voto correspondeu a 11,3% do sufrágio para a Câmara. Nos pleitos às Assembleias de Estados e à Câmara do Distrito Federal, a proporção de votos de legenda foi de 5,8% em relação ao total. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Entre os partidos com representação no Congresso, a Rede registra o maior porcentual de votação na legenda, com 19% dos votos oriundos da modalidade.

Veja Também

Já o PT teve o maior quantitativo de votos do tipo, 1 milhão, equivalentes a 6,8% do total de votos da sigla. O PL, que elegeu a maior bancada da próxima legislatura, registrou 623 mil votos do tipo, ou 2,4% dos votos que recebeu. O menor porcentual de voto de legenda é do Podemos, com 1,1% de votação do tipo.

Para a cientista política Silvana Krause, a retração do voto de legenda "não surpreende". "Há um processo de rejeição a instituições políticas que especificamente para os partidos é ainda mais intenso", disse a professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada em agosto deste ano, são 55% os brasileiros que desconfiam dos partidos políticos, enquanto 44% afirmaram confiar neles.

O índice é inferior aos que disseram confiar na Presidência da República (57%), no Congresso (49%) e no Supremo Tribunal Federal (50%). De acordo com o mesmo levantamento, o Pix, a Igreja Católica, a Polícia Militar e as Forças Armadas são as instituições com maior confiança dos brasileiros.

Para Silvana, além da crise de confiança nas siglas, o próprio modo de se fazer campanha, cada vez mais ligado à lógica das redes, também explica dissociação entre eleitor e partidos.

"Os candidatos berram nas redes, mas não há um projeto de legenda nem programa partidário consistente."

A professora também aponta para o papel das emendas parlamentares, que personalizam o voto e tornam o "padrinho" da verba mais relevante que o partido a que ele está filiado.

"Não temos um semipresidencialismo, um presidencialismo de coalização ou um parlamentarismo, temos um 'gabineratismo', com o orçamento dos gabinetes cada vez mais fortalecido", afirma Silvana.

Estadão Conteúdo

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

17:47, 14 Out

Imagem Clima

29

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Presidente Lula.
Medida

TSE determina remoção de conteúdos que associam Lula ao crime organizado

Por unanimidade, ministros decidiram excluir publicações que relacionavam o presidente a facções criminosas sem apresentar contexto factual para sustentar as associações.

Ministro Nunes Marques, presidente do TSE.
Permissão

Nunes Marques autoriza retomada de canal "Exército do Lula" no WhatsApp após registro no TSE

Grupo só poderá retornar após 48 horas, determinou o presidente do TSE.

Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), candidatos a presidência.
Disputa

Pesquisa BTG/Nexus aponta empate técnico entre Flávio Bolsonaro com 48% e Lula 45%

A Nexus entrevistou 2.002 eleitores por telefone, entre 10 e 12 de outubro, a pedido do banco BTG Pactual. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais, com nível de confiança de 95%.

mais notícias

+

Newsletter