Dono do Banco Master é preso pela Polícia Federal. Foto: Divulgação
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) decidiu, nesta sexta-feira (28), conceder liberdade provisória ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e a outros quatro executivos da instituição financeira. Todos estavam presos desde a operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal na semana passada.
A desembargadora Solange Salgado da Silva determinou que os investigados deixem a prisão, mas cumpram medidas cautelares rigorosas, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. Vorcaro estava detido no Centro de Detenção Provisória 2 de Guarulhos (SP), após ser preso no aeroporto, quando tentava embarcar para Dubai no dia 17.
Além de Vorcaro, receberam o benefício:
Todos estão proibidos de manter contato entre si, com outros investigados, testemunhas e ex-funcionários do Banco de Brasília (BRB) e do próprio Master, seja presencialmente, por telefone, pela internet ou por terceiros. Eles também não poderão deixar o município onde residem sem autorização judicial e permanecem sem passaporte.
Na decisão, a magistrada afirmou que, embora o caso envolva valores expressivos, as medidas alternativas “são suficientes para garantir o andamento das investigações e impedir risco de fuga”.
A operação Compliance Zero apura um suposto esquema de emissão de títulos fraudulentos e negociados com o BRB. Segundo a PF, o Banco Master vendia papéis com a promessa de rendimento até 40% acima da taxa de mercado, o que seria inviável financeiramente.
O esquema, segundo as investigações, pode ter movimentado R$ 12 bilhões. No mesmo dia em que a operação foi deflagrada, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master e bloqueou os bens dos controladores e ex-administradores.
A defesa de Vorcaro tenta derrubar as prisões em três instâncias — TRF-1, Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Supremo Tribunal Federal (STF). No STJ, os advogados afirmam que não há risco de interferência nas investigações, já que o banco foi liquidado e Vorcaro não possui mais ingerência sobre a instituição. No STF, a defesa argumenta que o caso não deveria tramitar na Justiça Federal de Brasília.
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Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
A psolista justificou, na terça (10), o voto favorável à CPI que vai investigar possíveis irregularidades no concurso público para Procurador-Geral do município.
A companhia foi criada em agosto de 2002 pela integração de seis empresas da Organização Odebrechte do Grupo Mariani.
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