Vereador do Recife Thiago Medina (PL). Foto: Beto Dantas/Portal de Prefeitura
O vereador Thiago Medina (PL) anunciou que vai recorrer ao plenário da Câmara do Recife e, se necessário, à Justiça após o arquivamento do pedido de criação da CPI que pretendia investigar o prefeito João Campos (PSB). O presidente da Casa, Romerinho Jatobá (PSB), decidiu barrar a proposta nesta terça-feira, 3 de março.
Nas redes sociais, Medina afirmou que vai insistir na abertura da comissão. Ele declarou que entende existir fato determinado para apuração. O parlamentar questiona a nomeação de um advogado para o cargo de procurador judicial na cota destinada a pessoa com deficiência. Segundo ele, a investigação precisa avançar.
“A gente vai recorrer ao plenário e, não dando certo, vai para a Justiça. A Lei está do nosso lado. Vai ter CPI queira o PSB ou não. Vamos recorrer até onde precisar”, afirmou o vereador em publicação nas redes sociais.
Thiago Medina apresentou o pedido de CPI com base no artigo 133 do Regimento Interno da Câmara do Recife. Ele solicitou a formação de uma comissão com sete vereadores. O texto previa prazo inicial de até 120 dias para os trabalhos, com possibilidade de prorrogação por mais 60 dias.
Foram 13 vereadores que assinaram o requerimento. Esse número representa um terço da composição da Casa, percentual mínimo exigido para protocolar o pedido. Mesmo com o apoio necessário, a presidência da Câmara entendeu que o requerimento não cumpriu todos os requisitos formais.
Entre os pontos apresentados no pedido, Medina solicitou apuração sobre a reclassificação do candidato Lucas Vieira da Silva para a lista de pessoas com deficiência dois anos após a homologação do concurso público. O documento também citou possíveis responsabilidades do prefeito João Campos e do procurador-geral do município, Pedro José de Albuquerque Pontes.
O requerimento ainda mencionou suspeitas de tráfico de influência e nepotismo. O texto questionou uma nomeação publicada em edição extra do Diário Oficial no dia 23 de dezembro de 2025. A oposição classificou o caso como relevante para a vida pública da cidade.
Ao analisar o pedido, Romerinho Jatobá avaliou que não existe fato determinado com relevância atual que justifique a abertura da comissão. Na decisão, o presidente destacou que a nomeação questionada foi revogada ainda em dezembro do ano passado. Ele afirmou que o próprio Poder Executivo anulou o ato dentro da prerrogativa legal de revisar decisões administrativas.
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