Segundo Dias, a estratégia do PT e dos partidos aliados passa pela construção de alianças amplas, inclusive em estados onde grupos políticos mantêm relações com o governo federal.
08 de junho de 2026 às 15:36 - Atualizado às 15:38
Wellington Dias. Foto: Beto Dantas/Portal de Prefeitura
O ministro do Desenvolvimento Social e coordenador da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Nordeste, Wellington Dias, afirmou que Lula deverá contar com dois palanques em Pernambuco nas próximas eleições. A declaração foi dada em entrevista ao jornal O Globo, na qual o ministro detalhou a estratégia política do governo para ampliar o diálogo com partidos de centro e fortalecer alianças nos estados.
Ao comentar o cenário pernambucano, Wellington Dias confirmou que o petista terá o apoio tanto do ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), quanto da governadora Raquel Lyra (PSD).
“Sim. Lá temos o João Campos e a Raquel Lyra. Vamos lembrar que ela se colocou primeiro como oposição (em 2022) e no segundo turno teve uma posição mais de neutralidade, mas uma parte considerável do nosso time ficou com ela”, afirmou o ministro.
A declaração ocorre em meio às articulações para a formação dos palanques estaduais da campanha à reeleição de Lula. Segundo Wellington Dias, a estratégia do PT e dos partidos aliados passa pela construção de alianças amplas, inclusive em estados onde diferentes grupos políticos mantêm relações com o governo federal.
Durante a entrevista, o ministro defendeu a necessidade de ampliar a base política do presidente para garantir melhores condições de governabilidade em um eventual novo mandato. Na avaliação dele, um dos principais desafios enfrentados pelo governo foi a dificuldade de consolidar uma maioria simples no Congresso Nacional.
Wellington Dias também afirmou que a relação com partidos aliados exigia mais atenção e destacou que a composição dos palanques estaduais terá papel importante na definição do cenário político para 2026.
“A eleição agora vai dizer qual é o time do governo. Hoje não está claro, tem gente que é governo em Brasília e oposição no estado, ou o contrário. Hoje, temos palanques nos estados muito melhores do que tínhamos em 2022”, declarou.
As declarações do ministro reforçam a possibilidade de Lula manter interlocução com diferentes forças políticas em Pernambuco. Atualmente, João Campos e Raquel Lyra são considerados os principais nomes da política estadual e aparecem como possíveis protagonistas da disputa pelo Governo de Pernambuco no próximo pleito.
A estratégia mencionada por Wellington Dias não se restringe ao estado. Segundo o ministro, a construção de mais de um palanque em determinadas unidades da federação faz parte de um movimento nacional para ampliar o campo de apoio ao presidente e aproximar a campanha de setores políticos situados ao centro do espectro político.
Nos bastidores, a fala do coordenador da campanha de Lula repercutiu entre lideranças políticas pernambucanas por indicar que o presidente poderá manter diálogo simultâneo com os dois grupos que hoje ocupam posições de destaque no estado.
As articulações para a formação dos palanques eleitorais ainda estão em fase inicial, mas a declaração de Wellington Dias oferece um indicativo da estratégia que deverá ser adotada pelo entorno do presidente na construção das alianças para a disputa eleitoral.
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O levantamento considera uma simulação de rejeição múltipla, na qual os entrevistados podem indicar mais de um candidato em quem não votariam de jeito nenhum.
Na avaliação do desempenho do presidente, 15% consideram o trabalho de Lula ótimo e 12%, bom. Outros 33% classificam como regular, enquanto 16% avaliam como ruim e 23%, péssimo.
Outros 9% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco ou nulo, enquanto 3% não souberam ou não responderam.
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