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Tarcísio diz que vai conceder indulto a Bolsonaro em primeiro ato se for eleito presidente

O governador de São Paulo também disse que não confia na Justiça e que não vê elementos para a condenação do ex-presidente.

Ricardo Lélis

30 de agosto de 2025 às 18:35   - Atualizado às 18:40

O governador Tarcisio de Freitas e o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O governador Tarcisio de Freitas e o ex-presidente Jair Bolsonaro. Foto: Divulgação

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse que sua primeira medida se vier a ser presidente da República seria conceder um indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Ele foi questionado se concederia o indulto em entrevista ao Diário do Grande ABC, publicada na sexta-feira, 29.

"Na hora. Primeiro ato Porque eu acho que tudo isso que está acontecendo é absolutamente desarrazoado", afirmou.

Ele voltou a negar, porém, a intenção de se candidatar à Presidência em 2026.

"Eu não sou candidato à Presidência, vou deixar isso bem claro. Todo governador de São Paulo é presidenciável, pelo tamanho do Estado, um Estado muito importante. Mas vamos pegar na história recente qual foi o governador de São Paulo que se tornou presidente da República: o último foi Jânio Quadros e o penúltimo foi Washington Luís", afirmou.

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Tarcísio também disse que não confia na Justiça e que não vê elementos para a condenação de Bolsonaro, que começa a ser julgado por tentativa de golpe na próxima terça-feira no Supremo Tribunal Federal (STF).

"Não acredito em elementos para ele ser condenado, mas infelizmente hoje eu não posso falar que confio na Justiça, por tudo que a gente tem visto", disse.

O governador ainda defendeu a anistia aos condenados por tentativa de golpe de Estado e a "prerrogativa" do Congresso em construir uma "solução política".

"A gente tem falado com partidos, acredito muito em uma saída política via Congresso, e o Congresso tem que ter sua prerrogativa respeitada para construir uma solução política. Essa solução (anistia) não é novidade, esteve presente em outros momentos do Brasil", declarou, citando episódios desde revoltas do período colonial até o "movimento de 64".

Na entrevista, Tarcísio ainda cobrou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para que paute a anistia. Ele não citou Motta nominalmente.

"Entendo que os presidentes da Casa têm que submeter isso à vontade do plenário, e não pode ter interferência de outro Poder".

Estadão Conteúdo

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