Eduardo Tagliaferro e o ministro Alexandre de Moraes. Foto: Reprodução/Instagram
O ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), Eduardo Tagliaferro, foi detido nesta quarta-feira, 1º de outubro, na Itália. A informação foi confirmada pela defesa do ex-assessor, que relatou que ele foi conduzido a uma delegacia para receber uma medida cautelar de restrição de circulação. Após os procedimentos, segundo os advogados, ele seria reconduzido para sua residência.
"Em um primeiro momento, a polícia italiana o conduziu para uma delegacia para, aparentemente, aplicar uma cautelar de restrição de circulação. Mas sem maiores detalhes. Vamos tomar ciência da restrição. Mas será reconduzido para a casa dele", afirmou Eduardo Kuntz.
Tagliaferro está na Itália há alguns meses e já era alvo de pedido de extradição apresentado pelo Brasil. Em agosto, Alexandre de Moraes solicitou a devolução do ex-assessor, acusado de vazar informações sigilosas relacionadas ao gabinete do ministro.
O Ministério da Justiça informou que enviou o pedido de extradição ao Itamaraty em 20 de agosto de 2025, para que o processo fosse formalizado junto ao governo italiano. Até o momento, não há confirmação de quando as autoridades locais irão decidir sobre o caso.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Eduardo Tagliaferro pelo vazamento de mensagens trocadas entre servidores que trabalhavam no gabinete de Alexandre de Moraes. Essas informações foram consideradas sigilosas e, segundo a acusação, não poderiam ter sido repassadas.
Tagliaferro ocupava o cargo de chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), função que exerceu quando Moraes presidiu a Corte.
O caso ganhou novos contornos em setembro, quando Tagliaferro participou por videoconferência de uma audiência na Comissão de Segurança Pública do Senado. Na ocasião, ele acusou Alexandre de Moraes de adulterar documentos técnicos para justificar operações da Polícia Federal (PF).
De acordo com o ex-assessor, ele teria sido orientado a produzir um documento em data posterior a uma operação policial, mas a informação foi registrada como se tivesse sido elaborada antes da ação. A mudança teria ocorrido, segundo sua versão, para que não parecesse que a PF agiu somente a partir de uma reportagem publicada na época.
Alexandre de Moraes respondeu às acusações por meio de nota de sua assessoria. O ministro afirmou que todos os procedimentos adotados seguiram estritamente os parâmetros legais e negou qualquer irregularidade na condução das investigações.
Tagliaferro também alegou que a assessoria do TSE foi acionada para coletar informações e repassar os dados às autoridades competentes. Para ele, a forma como os documentos foram utilizados caracterizaria adulteração.
Enquanto aguarda decisão sobre o pedido de extradição, Eduardo Tagliaferro permanece sob acompanhamento das autoridades italianas. Sua defesa informou que ainda busca esclarecimentos sobre a medida aplicada e reforçou que vai recorrer às instâncias necessárias para garantir os direitos do ex-assessor.
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A declaração foi publicada após o parlamentar compartilhar que há divergências internas na Polícia Federal na prisão do filho do presidente Lula.
O documento também afirma que o ministro do STF cometeu outros crimes, entre eles tráfico de influência, corrupção passiva, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro
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