Suicídio entre policiais supera mortes em confronto pela primeira vez Foto: Divulgação
Um dado chocante emergiu do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2024: em 2023, mais policiais civis e militares tiraram a própria vida do que foram assassinados fora do horário de trabalho ou em serviço. O suicídio tornou-se a maior causa de morte entre profissionais da segurança pública no país, superando homicídios, um cenário inédito desde o início da série histórica do fórum
Segundo o levantamento, os casos de suicídio entre policiais cresceram 26,2% em relação ao ano anterior. Foram 110 suicídios na Polícia Militar — superando os 46 policiais mortos em confrontos durante o serviço e os 61 fora de serviço, totalizando 107 mortes por homicídios ou lesões não naturais.
Esse dado alarmante caracteriza uma falha estrutural gravíssima no apoio à saúde mental dos policiais. Especialistas ouvidos pelo Anuário atribuem o aumento a fatores como estresse crônico, jornadas exaustivas, baixa remuneração, acesso direto a armas de fogo e violência cotidiana enfrentada nas corporações. O comportamento suicida entre policiais chega a ser quase oito vezes mais frequente do que na população em geral.
Em 2024, o cenário se agravou: 126 policiais cometeram suicídio, contra 124 mortes fora de serviço e 46 em serviço — reafirmando que o suicídio se consolidou como principal causa de óbito entre policiais
O dado contraria o senso comum de que o risco maior seria em confrontos com criminosos. Na verdade, o índice de suicídio policial já ultrapassa os óbitos por violência externa.
Esse cenário evidencia que os programas de prevenção à saúde mental dentro das corporações ainda são insuficientes ou inoperantes.
Mesmo com redução de crimes violentos em 2023, o foco deve recair sobre os impactos sobre quem está na linha de frente da segurança pública.

Para a psicóloga Marina Rezende Bazon, da USP, os policiais vivem condições extremas de tensão: exposição à violência, níveis altos de cobrança institucional e uma cultura que valoriza a resistência emocional. Esses elementos contribuem para o adoecimento mental.
José Ferdinando Ramos Ferreira, do Observatório da Unicamp, alerta para a necessidade de políticas duradouras de apoio psicológico, idealmente fora da cadeia hierárquica tradicional, para garantir acolhimento real e eficaz.
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