Danilo Cabral e Lula. Foto: Reprodução
A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) passou por uma mudança de comando nesta terça-feira (5). Em nota à imprensa, Danilo Cabral (PSB) anunciou seu desligamento do cargo após dois anos e dois meses à frente da autarquia.
Com sua saída, o comando da Sudene, que estava sob liderança do PSB, será assumido por um nome ligado ao PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Danilo encerra sua gestão afirmando ter a “convicção do dever cumprido” e destacando que “a Sudene voltou” durante sua passagem pela autarquia. Apesar do tom de gratidão e compromisso com o Nordeste, fontes apontam que o motivo da saída tem relação direta com sua defesa enfática do trecho pernambucano da ferrovia Transnordestina, que ficou de fora dos investimentos recentes no projeto.
A postura do ex-deputado federal, que disputou o governo de Pernambuco em 2022 pelo PSB, teria causado desconforto em setores do governo do Ceará — atual foco das obras da ferrovia. O atrito entre os dois estados ganhou força nos bastidores e culminou na substituição do superintendente. Durante visita do presidente Lula ao município cearense de Missão Velha, aliados do governador Elmano de Freitas (PT) teriam articulado junto ao Planalto a saída de Danilo.
Em seu lugar, a tendência é que um nome de confiança do PT seja indicado para o cargo, consolidando mais uma mudança no tabuleiro de influência regional entre partidos da base aliada. A movimentação reforça o avanço do Partido dos Trabalhadores sobre cargos estratégicos ocupados até então por quadros do PSB, aliado histórico, mas que vem perdendo espaço dentro do governo federal.
Com o PT no comando da Sudene, resta saber como a nova gestão lidará com as cobranças por maior equilíbrio nos investimentos regionais e com as tensões já evidenciadas entre lideranças nordestinas.
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Após a assinatura, o texto será submetido à ratificação do Parlamento Europeu e dos congressos nacionais de cada país integrante do grupo sul-americano.
A medida ocorre após declarações do republicano sobre a intenção de anexar a ilha, atualmente sob responsabilidade da Dinamarca.
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