Lula segura bandeira do PT. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Uma tentativa de filiação partidária usando o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi identificada pelo partido Democracia Cristã.
A movimentação ocorreu em meio à investigação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre uma suposta filiação fraudulenta do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao partido Missão.
No caso envolvendo Lula, uma pessoa se identificou como o presidente e tentou realizar o cadastro na legenda utilizando dados verdadeiros do petista. A tentativa, contudo, foi percebida pela direção do Democracia Cristã antes que a filiação fosse concluída.
A informação foi divulgada inicialmente pela Folha de S.Paulo e confirmada à CNN pelo presidente nacional do partido, João Caldas. Segundo ele, o procedimento chamou a atenção da executiva da legenda, que conseguiu identificar a irregularidade.
A filiação foi iniciada por meio da página oficial do Democracia Cristã na internet. O responsável pelo preenchimento se passou por Lula e inseriu informações verdadeiras relacionadas ao presidente da República.
Apesar de os dados utilizados serem legítimos, a direção partidária identificou que o procedimento não havia sido realizado pelo próprio petista. Com isso, a tentativa não avançou e Lula não chegou a ser efetivamente filiado ao Democracia Cristã.
O episódio chama atenção porque uma filiação partidária depende da identificação correta do cidadão e do cumprimento de procedimentos previstos pela Justiça Eleitoral. Uma inclusão indevida pode gerar registros que não correspondem à vontade real do eleitor ou do político envolvido.
No caso de Lula, a situação foi interrompida antes de produzir uma mudança efetiva em sua situação partidária. O presidente permanece vinculado ao Partido dos Trabalhadores (PT).
A tentativa envolvendo Lula veio à tona enquanto o TSE apura outro caso de possível filiação partidária irregular. O senador Flávio Bolsonaro, do PL, aparece no centro de uma investigação relacionada a uma suposta filiação ao Missão sem que tivesse manifestado essa intenção.
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Gratificações individuais variam de R$ 149,68 a R$ 10.222,32; profissionais podem contestar os valores nos dias 3 e 4 de novembro.
A decisão judicial prevê ainda o bloqueio de até R$ 324,2 mil em ativos financeiros de quatro integrantes da família.
As ocorrência relatadas vão desde agressões verbais e ameaças até episódios de violência física.
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