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Sucessor de Danilo Cabral na Sudene é investigado por prejuízo de R$ 500 milhões na Petros

Além desta ação, o MPF também já denunciou o novo superintendente por gestão temerária dos recursos da Previ.

Everthon Santos

06 de agosto de 2025 às 11:15

Francisco Ferreira Alexandre, sucesso de Danilo Cabral na Sudene.

Francisco Ferreira Alexandre, sucesso de Danilo Cabral na Sudene. Foto: Divulgação

Francisco Ferreira Alexandre, indicado de forma conjunta pelos senadores Humberto Costa (PT) e Teresa Leitão (PT) para a Superintendência da Sudene, está sendo investigado por sua atuação no setor de fundos de pensão. As informações são do Blog do Magno. O nome de Francisco Ferreira Alexandre surge em substituição a Danilo Cabral, exonerado do cargo após pressões políticas relacionadas às obras da Ferrovia Transnordestina.

Ferreira responde a uma ação de improbidade administrativa movida pela Fundação Petrobras de Seguridade Social (Petros), que atua como assistente da acusação. A ação judicial aponta prejuízos estimados em quase R$ 500 milhões.

De acordo com o processo, a Petros alega ter sido diretamente lesada por decisões tomadas por Ferreira quando ele ocupava a diretoria de Administração da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ), em 2009.

Na época, Ferreira autorizou um aporte de R$ 50 milhões no fundo Global Equity Properties. Esse fundo de participações é alvo de diversas investigações por inflar artificialmente o valor dos ativos, em esquema que teria beneficiado intermediários financeiros mediante pagamento de propinas. A operação teria resultado em prejuízos bilionários para os fundos envolvidos, incluindo a própria Petros.

Além da ação movida pela Petros, o Ministério Público Federal denunciou Ferreira em novembro de 2019, no âmbito da Operação Greenfield. A denúncia trata da mesma aplicação financeira e acusa Ferreira de gestão temerária dos recursos da Previ.

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Segundo o MPF, ele aprovou os investimentos sem os procedimentos mínimos de análise e diligência exigidos, colocando o patrimônio dos participantes do fundo em risco. As perdas, de acordo com a denúncia, chegaram a quase meio bilhão de reais.

Saída de Danilo Cabral

O motivo da saída seria a atuação incisiva de Danilo em defesa do trecho pernambucano da ferrovia Transnordestina, que não foi contemplado nos investimentos atuais do projeto.

O ex-candidato ao governo de Pernambuco pelo PSB estava defendendo de forma contínua que os recursos federais também contemplem o ramal que passa por território pernambucano. Essa postura, no entanto, incomodou setores do governo cearense, que atualmente concentra o foco das obras da ferrovia.

O desconforto entre os dois estados ganhou força nas últimas semanas. Durante um evento em Quixeramobim, no interior do Ceará, o governador Elmano de Freitas fez críticas indiretas à postura de Danilo Cabral, sem citar nomes. Na ocasião, o petista cearense deixou claro que não vê com bons olhos a pressão feita por Pernambuco para destravar o trecho estadual do projeto.

O desconforto ficou ainda mais evidente durante a passagem do presidente Lula por Missão Velha, também no Ceará. Na visita, aliados do governador cearense teriam levado diretamente ao presidente o pedido de substituição de Danilo no comando da Sudene.

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