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Moraes nega pedido de Carlos Bolsonaro para visitar o pai no dia de seu aniversário

Após a decisão, o vereador lamentou nas redes sociais, afirmando que havia solicitado a mudança justamente por conta da celebração.

Ricardo Lélis

04 de dezembro de 2025 às 10:57   - Atualizado às 10:57

Carlos Bolsonaro e Moraes.

Carlos Bolsonaro e Moraes. Fotos: Reprodução e Fellipe Sampaio /STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido apresentado pelo vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL) para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro no próximo domingo, 7 de dezembro, data em que completa aniversário.

Na decisão, Moraes explicou que as regras de visitação estabelecem que familiares só podem entrar às terças e quintas-feiras, das 9h às 11h, com duração máxima de 30 minutos e limite de dois visitantes por dia, sempre de forma individual.

Com base nessas normas, o ministro indeferiu o pedido de alteração da visita de Carlos Bolsonaro, originalmente marcada para o dia 4, afirmando que “a portaria não prevê visita aos domingos”.

Após a decisão, o vereador lamentou nas redes sociais, afirmando que havia solicitado a mudança justamente por ser seu aniversário.

“Pedi para visitar meu pai, mesmo que fosse pelos 30 minutos estabelecidos, no dia do meu aniversário, agora, dia 7 de dezembro, e o pedido foi indeferido por Alexandre de Moraes”, escreveu.

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Carlos critica Moraes

O vereador Carlos Bolsonaro fez duras críticas ao ministro Alexandre de Moraes, em agosto deste ano, em publicação do seu perfil no X.  

Em tom de desabafo, o filho do ex-presidente afirmou que o magistrado estaria conduzindo uma ofensiva para destruir física e psicologicamente o ex-chefe do Executivo.

“Está escancarado: Alexandre de Moraes está decidido a matar Jair Bolsonaro”, escreveu o parlamentar, alegando que o ministro, a quem chamou de “guardião da Constituição”, teria se tornado “seu coveiro”.

Carlos Bolsonaro citou o atentado sofrido pelo pai em 2018, durante a campanha presidencial, atribuindo a autoria a um ex-filiado do PSOL. Ele lembrou que, desde o episódio, Bolsonaro passou por sete cirurgias de emergência e, segundo o vereador, enfrenta agora uma “perseguição homeopática e calculada” que visa desgastá-lo.

"Após a tentativa de assassinato cometida por antigo filiado de partido aliado ao PT (PSOL), Bolsonaro sobreviveu a sete cirurgias de emergência – e, desde então, é vítima de uma perseguição homeopática e calculada para destruí-lo física e psicologicamente, junto com seus aliados e o povo que ousa não se submeter", disse Carlos no X.

O parlamentar afirma que essa suposta perseguição atinge não apenas Bolsonaro, mas também aliados políticos e parte da população que se opõe ao atual sistema político.

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