Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução/Redes sociais
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou na sexta-feira, 12 de dezembro, a realização de um exame de ultrassonografia no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena em regime fechado na Superintendência da Polícia Federal, no Distrito Federal.
O pedido foi protocolado pela defesa no dia 11 de dezembro, solicitando autorização para que o médico Bruno Luís Barbosa Cherulli, devidamente registrado no Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal, pudesse ingressar na unidade da Polícia Federal com um equipamento portátil de ultrassom.
O objetivo é examinar as regiões inguinais direita e esquerda do ex-presidente.
Ao analisar o requerimento, Moraes ressaltou que, conforme decisões anteriores do próprio STF, a entrada de médicos previamente cadastrados para atendimento de custodiados não exige comunicação prévia, desde que sejam respeitadas as determinações legais e judiciais já estabelecidas.
Com base nesse entendimento, o ministro autorizou a realização do exame nas dependências onde Bolsonaro está preso, nos termos solicitados pela defesa.
Na mesma decisão, Alexandre de Moraes determinou que a Polícia Federal fosse oficialmente comunicada, assim como os advogados constituídos no processo e a Procuradoria-Geral da República (PGR).
Na sexta-feira, 12 de dezembro, o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) publicou um vídeo que mostra Jair Bolsonaro enfrentando uma crise de soluço enquanto dormia. Segundo ele, as imagens foram registradas antes da prisão do ex-presidente.
Ao divulgar o material, Carlos afirmou que não pretendia torná-lo público por expor o estado de saúde do pai, mas disse considerar necessário. Em seu relato, explicou que a cena retrata efeitos que, segundo ele, seriam decorrentes da facada sofrida por Bolsonaro em 2018.
O filho do ex-presidente, que deixou a Câmara Municipal do Rio para disputar uma vaga no Senado por Santa Catarina, declarou que Bolsonaro “precisa de cuidados especiais 24 horas por dia” e que a situação estaria se agravando.
Carlos também mencionou riscos associados às crises, afirmando que episódios mais graves já ocorreram e que o refluxo constante pode gerar complicações sérias. Em sua publicação, disse que a falta de acompanhamento médico contínuo e de um ambiente adequado poderia representar “uma tragédia anunciada”.
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Ao todo, são cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão preventiva pela Polícia Federal.
O ministro ressaltou que a jurisprudência consolidada do STF exige fundamentação específica e individualizada para a decretação das medidas.
Ministro do STF concede liminar e aponta falta de fundamentação na votação em bloco realizada pela comissão.
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