Pernambuco, 15 de Abril de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Julgamento de Bolsonaro: STF valida delação de Mauro Cid e reconhece competência da Primeira Turma

O Supremo começou a decidir se recebe a denúncia apresentada em fevereiro deste ano pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente e aliados.

Ricardo Lélis

25 de março de 2025 às 18:42   - Atualizado às 18:42

Mauro Cid.

Mauro Cid. Foto: Divulgação

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira, 25 de março, rejeitar a anulação da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro.

Os depoimentos do tenente-coronel foram essenciais para a finalização da investigação sobre a trama golpista durante o governo do ex-presidente. 

A questão foi decidida durante o julgamento de questões preliminares que foram suscitadas pelas defesas de oito dos 34 denunciados pela acusação de tentativa de golpe de Estado, entre eles, o ex-presidente e o general Braga Netto. 

Nesta terça-feira, o Supremo começou a decidir se recebe a denúncia apresentada em fevereiro deste ano pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o chamado núcleo crucial, formado por oito dos 34 denunciados no caso. 

Os advogados do ex-presidente e de outros acusados afirmaram que não houve voluntariedade na delação, ou seja, Cid teria sido coagido pela Polícia Federal e por Alexandre de Moraes, relator do caso, para fazer as declarações contra Bolsonaro e os demais denunciados porque foi preso durante as investigações. 

Veja Também

Por unanimidade, o colegiado seguiu voto de Moraes e decidiu validar o acordo de colaboração. O ministro citou que Mauro Cid chegou a ser questionado por ele se teria sido coagido para delatar e confirmou que não foi. 

"O colaborador, na presença de seus advogados, reiterou a voluntariedade e regularidade da delação premiada", afirmou. 

A turma também negou o impedimento dos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin para julgar o caso; o reconhecimento da competência da Primeira Turma, e não do Plenário, para julgar a denúncia e as alegações cerceamento de defesa. 

Após a finalização da análise das questões preliminares, a sessão foi suspensa e será retomada nesta quarta-feira (26), quando os ministros vão decidir se Bolsonaro e os demais acusados vão se tornar réus.

Agência Brasil

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

09:16, 15 Abr

Imagem Clima

28

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Ministro do STF, Edson Fachin.
Reação

Fachin repudia inclusão de ministros do STF em relatório da CPI do Crime Organizado

O parecer pedia o impeachment dos magistrados e do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, por supostas ações no caso do Banco Master.

A base para os indiciamentos dessas autoridades é o caso do Banco Master, que tramita no Supremo. O relatório da CPI, de 221 páginas, ainda precisa ser aprovado pela comissão. 
Legalidade

Gilmar Mendes critica CPI do Crime Organizado e chama relatório de "verdadeira cortina de fumaça"

A base para os indiciamentos dessas autoridades é o caso do Banco Master, que tramita no Supremo. O relatório da CPI, de 221 páginas, ainda precisa ser aprovado pela comissão. 

Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Paulo Gonet.
Investigação

Relatório da CPI do Crime Organizado solicita impeachment de ministros do STF e do PGR Paulo Gonet

As quatro autoridades são as únicas com pedido de indiciamento feito pelo relator da CPI. O texto será apresentado e votado nesta terça-feira, 14 de abril

mais notícias

+

Newsletter