O decano do STF também fez duras críticas à Operação Lava Jato, apontando seu impacto no processo eleitoral e na ascensão de Jair Bolsonaro à Presidência.
Lula e Gilmar Mendes Foto: Divulgação/ Arquivo
Em entrevista ao jornal Público, de Portugal, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, elogiou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e destacou o retorno à "normalidade institucional no Brasil". Para o decano, a atual gestão tem sido fundamental para a estabilidade democrática do país.
"O governo Lula tem sido excelente e trouxe o Brasil de volta à normalidade", afirmou o ministro, ressaltando que o cenário político brasileiro hoje é resultado de medidas adotadas pelo STF e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para combater abusos, disseminação de fake news e ataques à democracia.
Além disso, Mendes fez duras críticas à Operação Lava Jato, apontando seu impacto no processo eleitoral e na ascensão de Jair Bolsonaro à presidência. Segundo o ministro, a operação teve um papel ativo na política brasileira.
"A Lava Jato tinha candidato e tinha programa no processo eleitoral", disse. "Primeiro a Lava Jato atua na prisão do Lula. Prestes à eleição, a Lava Jato divulga o chamado depoimento ou delação do Palocci, tentando influenciar o processo eleitoral. Depois, o Moro vai para o governo Bolsonaro, portanto eles não só apoiaram como depois passam a integrar o governo Bolsonaro", exemplificou.
Mendes também classificou a prisão de Lula em 2018 como um "ato de despotismo judicial" e criticou a condução do caso pelo STF.
Gilmar Mendes, afirmou em janeiro deste ano, que espera que o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de seus aliados, por suposta tentativa de golpe, ocorra em 2025.
O objetivo seria evitar "tumultos" durante o ano eleitoral de 2026. A declaração foi dada durante entrevista ao veículo Brasil Confidencial diretamente de Portugal, na última segunda-feira, 20 de janeiro.
O magistrado destacou que o julgamento no STF não deve se prolongar e que, caso surjam novos acusados, as denúncias poderão ser desmembradas.
O ministro elogiou a investigação conduzida pela Polícia Federal (PF), classificando-a como "extremamente bem-feita" e afirmou que "tudo impressiona".
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Em nota, o supremo informou que o ministro, "considerados os altos interesses institucionais", solicitou a redistribuição do caso para outro integrante do tribunal.
Durante o encontro, o presidente da Corte vai dar ciência aos demais membros do STF sobre o material entregue pela PF.
Com o entendimento formado pelos ministros, os políticos acusados de fazerem campanha com recursos não contabilizados poderão ser responsabilizados duplamente.
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