Em novembro, Silvio foi indiciado pela Polícia Federal com base na suspeita de importunação sexual contra Anielle Franco e a professora Isabel Rodrigues.
Silvio Almeida e Anielle Franco. Foto: Divulgação/Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania
A Procuradoria-Geral da República denunciou o ex-ministro dos Direitos Humanos do governo Lula, Silvio Almeida, por importunação sexual contra a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. O processo está sob sigilo no Supremo Tribunal Federal e tem como relator o ministro André Mendonça.
A defesa do ex-ministro, conduzida pelo criminalista Thiago Turbay, afirma que não teve acesso à denúncia e nega enfaticamente que Silvio tenha cometido ilícitos.
Em novembro, Silvio Almeida foi indiciado pela Polícia Federal com base na suspeita de importunação sexual contra Anielle Franco e a professora Isabel Rodrigues.
A denúncia da PGR, no entanto, subscrita pelo procurador-geral Paulo Gonet, trata apenas do caso envolvendo a ministra.
Anielle afirmou que houve "atitudes inconvenientes" por parte de Silvio Almeida, como toques inapropriados e convites impertinentes, mas que ela não reportou os episódios por "medo do descrédito e dos julgamentos".
O caso envolvendo Isabel Rodrigues foi enviado à primeira instância para seguir a jurisprudência do Supremo, já que, à época dos fatos relacionados à professora, Almeida não ocupava o cargo de ministro.
Em setembro, a professora publicou um vídeo acusando o ex-ministro de tê-la tocado sem consentimento durante um almoço na presença de outras pessoas, em 2019, antes de ele se tornar ministro do governo Lula.
Silvio foi demitido do governo em setembro do ano passado, após denúncias de assédio sexual levadas à organização Me Too. No início de 2026, durante as investigações, Silvio Almeida chegou a depor por mais de duas horas à Polícia Federal.
No comunicado oficial da demissão, o governo informou à época que o presidente considerava "insustentável" a manutenção do ministro no cargo diante da natureza das acusações. O caso também é apurado pela Comissão de Ética Pública da Presidência, sob sigilo, na esfera administrativa por envolver agente público
Estadão Conteúdo
1
2
3
4
23:32, 03 Nov
28
°c
Fonte: OpenWeather
Também foi determinado que a empresa custeie integralmente os tratamentos psicológicos e psiquiátricos da mulher até sua alta definitiva.
Em comum, os expositores disseram que os acordos com empresas de apostas foram celebrados tendo como base as regras em vigor à época.
O ministro disse ter ficado convencido, na ocasião, de que as apostas online são "um problema de saúde pública". Ele ainda afirmou ter formado "a percepção de que as bets devem ser banidas".
mais notícias
+