Silas Malafaia ao lado de Bolsonaro. Joédson Alves/Agência Brasil
O pastor Silas Malafaia falou sobre a possibilidade de disputar o Senado pelo Rio de Janeiro, após seu nome aparecer em segundo lugar em uma nova pesquisa.
No entanto, apesar de ser cotado por eleitores, o líder religioso afirmou que não tem pretensão de concorrer nas eleições do ano que vem. Ao site Metrópoles, Malafaia declarou que tem influência na direita e no meio evangélico, mas que não vai usar isso para se candidatar.
“Não sou candidato a nada. Nem a carimbador de condomínio. Tenho uma certa influência no mundo evangélico e da direita, mas não tenho pretensão política”, disse Malafaia.
O nome de Silas Malafaia foi citado na pesquisa estimulada do instituto Real Time Big Data, com 14% das intenções de voto.
No novo levantamento, o pastor ficou atrás de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que apareceu com 32% das preferências e atualmente já exerce mandato de senador.
O nome do pastor é bastante popular no meio evangélico, além de liderar manifestações da direita, como atos pela anistia e pelo impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, além de mobilizações ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Apesar do confronto aberto entre o pastor Silas Malafaia e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos últimos anos, os dois já estiveram do mesmo lado no passado. Nas eleições de 2002, quando Lula venceu pela primeira vez a disputa presidencial, Malafaia apoiou o petista e teve papel importante na sua aproximação com o eleitorado evangélico, especialmente em momentos decisivos da campanha.
Com forte influência entre lideranças religiosas e fiéis, o pastor contribuiu para que Lula transitasse por um segmento historicamente mais conservador, abrindo espaço para diálogo com pastores e comunidades evangélicas que, à época, ainda viam o PT com desconfiança. A aliança se manteve, e em 2006, quando Lula foi reeleito, Malafaia voltou a apoiar sua candidatura.
O apoio do pastor foi considerado estratégico para ampliar a base de Lula e construir pontes com o público religioso, ajudando a consolidar parte do voto evangélico em favor do petista.
Atualmente, no entanto, o cenário é completamente diferente. Malafaia se tornou um dos principais aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e um dos críticos mais contundentes do atual governo. O pastor tem protagonizado manifestações públicas e articulado ações em defesa de Bolsonaro, posicionando-se como uma das vozes mais influentes do bolsonarismo entre os evangélicos.
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O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".
O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
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