O líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) havia afirmado, meses antes, que o filho do ex-presidente não era sua primeira opção para a disputa pela Presidência da República.
Pastor Silas Malafaia muda de ideia e declara apoio a Flávio Bolsonaro para a Presidência em 2026 Foto: Reprodução/ Youtube Silas Malafaia Oficial
O pastor Silas Malafaia declarou oficialmente apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. A manifestação ocorreu neste domingo (16), primeiro dia oficial da campanha eleitoral de 2026, e foi divulgada por meio de um vídeo nas redes sociais.
A decisão marca uma mudança importante no posicionamento público do líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), que meses antes havia defendido outra composição para a disputa presidencial. O anúncio também ocorreu no mesmo dia em que Flávio Bolsonaro realizou, em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, o ato que marcou o início de sua campanha ao Palácio do Planalto.
Embora não tenha participado presencialmente do evento em Copacabana, Malafaia encaminhou uma manifestação de apoio ao candidato. O gesto reforça a aproximação entre o pastor e o grupo político ligado ao PL no Rio.
A escolha de Flávio representa uma alteração significativa na estratégia defendida por Malafaia no fim de 2025. Naquele período, o pastor criticou a decisão de lançar o filho mais velho de Jair Bolsonaro para a Presidência e sustentou que ele não teria, naquele momento, a chamada “musculatura política” necessária para uma eleição nacional.
Malafaia chegou a defender uma chapa encabeçada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como vice. Em dezembro do ano passado, afirmou publicamente que Flávio deveria recuar da disputa e avaliou que uma candidatura de Tarcísio teria maior capacidade de diálogo com o centro político.
A preferência por Tarcísio ainda era reiterada pelo pastor em março de 2026, mesmo depois de um encontro com Flávio. Na ocasião, Malafaia afirmou que considerava Tarcísio e Michelle a composição mais competitiva para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Agora, entretanto, o cenário mudou. Ao anunciar o apoio a Flávio, Malafaia passou a defender publicamente o nome escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para representar o campo bolsonarista na eleição presidencial.
No vídeo divulgado neste domingo, Malafaia justificou sua posição a partir de uma avaliação do cenário político e econômico brasileiro. Entre os pontos citados pelo pastor estão a carga tributária, os juros, o custo de vida e a segurança pública.
O discurso acompanha parte da estratégia apresentada por Flávio no lançamento da campanha em Copacabana. O senador concentrou sua fala em segurança pública, críticas ao governo Lula e defesa do legado político de Jair Bolsonaro. O ato também reforçou a tentativa de apresentar Flávio como herdeiro político do ex-presidente.
A mudança de Malafaia ocorre, portanto, em um momento de reorganização do campo conservador para a disputa nacional. O pastor, que possui influência entre setores do eleitorado evangélico, passa a integrar de forma mais explícita o palanque de Flávio.
Além da corrida presidencial, Malafaia anunciou apoio a nomes que disputarão cargos no Rio de Janeiro. Para o governo estadual, declarou preferência por Douglas Ruas.
Na disputa por duas cadeiras do Senado pelo estado, os nomes apresentados foram Carlos Portinho e Marcello Crivella. A movimentação amplia o alcance do apoio político do pastor e ajuda a desenhar o grupo de candidatos que pretende representar o campo conservador no estado.
A aproximação com esse grupo, porém, não começou apenas com o início oficial da campanha. Em maio, Malafaia já havia recebido Flávio Bolsonaro, Douglas Ruas e outras lideranças políticas em um culto da ADVEC, sinalizando uma reaproximação com o núcleo político do PL fluminense.
Com a campanha oficialmente nas ruas, o apoio de Silas Malafaia a Flávio Bolsonaro ganha peso simbólico dentro do eleitorado evangélico e consolida uma mudança de rota que vinha sendo construída ao longo dos últimos meses. A partir de agora, o pastor passa a defender publicamente uma candidatura que, até pouco tempo atrás, era alvo de suas principais ressalvas dentro da direita.
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Documento estabelece 34 objetivos, 53 metas e ações voltadas à indústria, pesca, turismo, cultura, comércio e agricultura familiar.
Segundo as informações divulgadas, os diálogos mostram que Lulinha e Roberta tratavam de negócios e de articulações junto a integrantes do governo.
Aqueles que consideram o governo de Lula regular somam 23%. Na pesquisa de 10 de agosto, eram 21%. Não sabem ou não responderam são 1%.
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